Dia a dia

Saúde em Araricá é avaliada pelo secretário Ari


  •   
  •  

Atraso no pagamento de fornecedores foi apontada como uma das causas principais do apagão na área

Araricá – A saúde é uma das principais secretarias, independentemente, do tamanho e do contingente populacional nos municípios. Desde 2017, Ari Schrepp, está à frente deste importante setor que possui 48 funcionários, e somente em 2017, necessitou de R$ 4.097.214,57 para manter o atendimento básico aos arariquenses.



Ari – que é vereador licenciado e um dos homens de confiança do prefeito, Flávio Foss -, assumiu a secretaria que era comandada por Ana Elisa Lima. “Mas, a Ana continua prestando assessoria técnica para nós (Prefeitura) através da cooperativa”, explica o secretário.

Entre êxitos e contratempos, Ari revela o empenho para atender uma de suas grandes preocupações e do próprio prefeito: o atendimento à população. “Digo e cobro muito da nossa equipe que ninguém pode sair ou ficar sem atendimento”, esclarece. E era justamente a necessidade de atendimento que contribuiu para a Prefeitura reorganizar a oferta de clínico geral no Posto de Saúde Dom Inácio de Loyola. “Havia uma carência na oferta de médico após às 19 horas, mas equacionamos essa carência, e agora, ofertamos um clínico geral das 7 até meia-noite”, valoriza Ari Schrepp.

Outra dificuldade admitida pelo secretário diz respeito à frota de veículos. “Temos duas ambulâncias, mas uma ainda está estragada, pois ocorreu uma pane elétrica total. Se eu contar com essa ambulância de volta e dispor de mais um automóvel, poderemos ficar mais tranquilos”, avalia.

No aspecto da necessidade de contar com mais servidores, existe o planejamento de contar com mais um médico de saúde da família. “Precisamos de mais um médico que seria destinado para atuar no Posto Ana Néri, que atende os bairros Imperatriz e Campo da Brazina”, admite Ari.

“Ninguém pode ficar sem atendimento”
Entrevista – Ari Schrepp, secretário da Saúde de Araricá

Jornal Repercussão – Uma das queixas é a falta de medicamentos. O que está acontecendo?
Ari Schrepp – Muitos fornecedores nos cobravam dívidas anteriores. Na primeira licitação que fizemos, essas empresas participaram, venceram e disseram que só iriam entregar caso quitássemos o atrasado. Iniciamos uma disputa jurídica. Fizemos uma segunda licitação, e novamente, as empresas que possuíam recursos a receber do Município cobravam o pagamento de dívidas para entregar os medicamentos que necessitávamos. Foi então que começamos a pagar os fornecedores, mas enquanto esse problema era resolvido, a falta de medicamentos realmente foi acontecendo. Hoje, as empresas que vendem medicamentos e que participam das licitações estão pagas, e estão fornecendo remédios novamente.


Jornal Repercussão – Mas, vereadores relatam que ainda está faltando medicamentos. Quais estão em falta?
Ari Schrepp – Tudo nunca vamos ter. De farmácia básica, temos 80%. Entre os itens que estamos em falta estão o Diazepan e a Lozartana. Isso ocorre por atrasos das próprias empresas na entrega, pela alta procura ou por prazos de contratação. Além disso, o Estado tem nos atrasado bastante o envio dos medicamentos de sua responsabilidade. Recentemente, faltou insulina para os diabéticos. Nos mandaram um lote vencido e foi necessário trocar.

Jornal Repercussão – Como estão os convênios com os hospitais de Sapiranga e Parobé?
Ari Schrepp –Estamos pagando, aos poucos, a dívida com o Hospital Sapiranga. O convênio da Prefeitura com Parobé é mais eletivo. Com Sapiranga temos consultas com especialistas, como por exemplo, traumatologista. Nossa meta é quitar a dívida e zerar o que estava atrasado.

Fique por dentro

– Ari Schrepp comenta ainda que para amenizar a falta de alguns medicamentos da farmácia básica, inclusive, foi necessário providenciar a compra de remédios nas farmácias locais. “Fizemos compras emergenciais de alguns medicamentos, especialmente, quando o laboratório não estava fornecendo”, comenta.

– Para reestruturar a frota de veículos, a Prefeitura espera a contemplação de um projeto do Ministério da Saúde, ou de uma emenda do deputado federal, Renato Molling (PP), para obter mais duas ambulâncias. “Isso pode vir ainda esse ano. Estamos na expectativa”, disse Ari.

– Outro destaque comemorado por Ari é ter zerado a fila de espera na área de oftalmologia. “Zeramos essa especialidade, na neuropediatria temos uma fila pequena, aguardando por ressonância magnética temos 15 cidadãos, zeramos as audiometrias, a fila por cardiologia, apenas consultas ou procedimentos de traumato temos quatro pessoas na espera” avalia Ari, que valoriza ainda a disponibilização de psicólogo, dermatologista e fisioterapia na rede pública de Araricá.

Texto e fotografias: Deivis Luz

Criação de Sites Porto Alegre

  •   
  •  
  • 53
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Talvez você se interesse