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Sapiranga terá nova reintegração de posse

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Habitação | Pedido da Prefeitura foi aceito pela Comarca local

Sapiranga – É questão de tempo para o município vivenciar mais uma reintegração de posse de área ocupada por cidadãos para fins habitacionais. Desta vez, famílias que construíram moradias em uma área verde nas proximidades da Rua São Francisco, no bairro Oeste, estão próximas de serem retiradas do local pela Brigada Militar. Ainda não há uma data para a reintegração de posse ocorrer. A autorização foi concedida pela Justiça no mês de setembro. A ocupação da área em Sapiranga evidencia o grave déficit habitacional existente no Vale do Sinos, que os programas governamentais não conseguem solucionar.


Guilherme Pilger

Desempregado e sem condições de manter o pagamento de um aluguel, o ex-morador do bairro Santa Fé, Wiliam Lorenzetti Silva, 28 anos, conta que os moradores constituíram uma Associação de Moradores, na esperança de negociar a compra da área junto à Prefeitura. “Queremos que a Prefeitura venda a área para nós. Queremos pagar dentro das nossas possibilidades. Muitos que aqui estão, não possuem condições de pagar aluguel e vivem de trabalhos informais (o popular bico). Só queremos um lugar para morar”, implora Wiliam, casado e pai de três filhos.

Trabalhador sofre acidente e busca um lar

Quem também está em dificuldades financeiras que o impedem de pagar o aluguel é Vanderli Escarcel Nunes, 34 anos. “Sou aqui do bairro Oeste mesmo. Sofri um acidente de trabalho em um tendão da mão e estou sem trabalhar. Construí uma casa aqui para morar com a minha esposa e meu filho. Fiz cadastro na Prefeitura há cerca de cinco anos, mas até agora, nunca fui contemplado nos últimos programas habitacionais do município (Residencial Ferrabraz, Centenário e casas da São Paulo)”, comenta o cidadão.

Fatos

Conforme o secretário de Habitação de Sapiranga, Jorge Elias Borges (o Jorginho), a área onde as famílias estão contruindo moradias possui canos de esgoto no local, o que inviabiliza a permanência. Também existe um córrego naquele ponto. “O local também é uma área de preservação. O Departamento de Meio Ambiente, inclusive, foi até o local e notificou um morador”, esclarece o secretário.

Conforme Borges, a concessão de aluguel social para as famílias que estão no local está fora de cogitação. “Não temos condições financeiras de conceder o benefício neste momento”, informa Jorge.

Atualmente, cerca de 30 famílias recebem R$ 300 de aluguel social em Sapiranga.

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