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Prefeituras oferecem acompanhamento para brecar alta no consumo de medicamentos para doenças cardiovasculares


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Região – Os medicamentos para doenças cardiovasculares estão sempre no topo da lista dos mais vendidos do país. Em Campo Bom, a Farmácia Municipal dispõe de 16 medicamentos para o tratamento destas doenças. Juntos, são distribuídos cerca de 150 mil comprimidos por mês. Segundo dados da Secretaria de Saúde, dos 5 mil usuários atendidos todos os meses pela farmácia municipal, cerca de dois mil retiram algum medicamento para estas condições.

Para a secretária de saúde de Campo Bom, Suzana Ambros, é importante medir a pressão arterial com regularidade como forma de detectar e acompanhar um possível problema. “Também é fundamental manter hábitos de vida saudáveis, pois irão ajudar a prevenir e manter sobre controle a hipertensão”, sugere a secretária.



Grupos de acompanhamento e realidades municipais

Em Sapiranga, conforme dados da Administração, são cerca de sete mil usuários cadastrados na Farmácia Básica, que retiram medicamentos regularmente. Dentre os 11 medicamentos distribuídos mensalmente para tratamento de doenças cardiovasculares, o captopril está no topo da lista, são 74 mil comprimidos todos os meses, seguido pelo ácido acetilsalicílico, com 45 mil comprimidos e hidroclorotiazida, 38 mil comprimidos. A pasta salienta que complementa o recurso disponibilizado pela União (de R$37.174,00 mensais) para que não falte medicamentos. “Percebemos a insuficiência do recurso para aquisição dos medicamentos disponibilizados na Farmácia Básica, sendo que, para este ano, foram adquiridos em torno de R$1.000.050,00 em medicamentos para a farmácia”, aponta o texto enviado à redação.

Em Campo Bom, segundo a pasta, graças ao esforço da Secretaria de Saúde e de toda Prefeitura, hoje nenhum destes medicamentos encontra-se em falta. Já em Nova Hartz, a procura aumentou cerca de 35%, segundo o secretário Neri Chicatto.”Quando percebemos o aumento da demanda por este tipo de medicamentos, iniciamos um trabalho focado na prevenção da hipertensão nas ESF dos bairros, assim como nas UBSs”, destaca o secretário.

A Secretaria de Saúde de Sapiranga ainda salienta a importância de manter alimentação e hábitos saudáveis, evitar frituras, enlatados e refrigerantes e aumentar o consumo de hortaliças, frutas e água, assim como praticar atividade física e evitar o consumo de álcool, cigarro e outras drogas.

Em Sapiranga, semanalmente, ocorrem grupos de hipertensos, que se reúnem nas Estratégias da Saúde da Família nos bairros. Um exemplo é o grupo da ESF João Goulart, que se reúne toda terça-feira, às 7h30, no Salão do Centro Comunitário. Somente neste grupo, são cerca de 80 pessoas cadastradas. As carteirinhas de acompanhamento da pressão são atualizadas a cada encontro, quando a pressão é aferida. No caso de haver alteração, a equipe encaminha o paciente diretamente para consulta com um médico. O encontro também oportuniza interação entre a comunidade do bairro e realização de atividades físicas, graças a uma parceria da Secretaria de Saúde com a Educação, que cede um educador físico para trabalhar questões como ergonomia e atividades da vida diária, através de danças e alongamentos.

Frequência e atividades

Inês Fochezatto Machado, 54 anos, usuária de medicação há 15 anos.

“Tenho pressão alta. Já tomo remédio há uns 15 anos, mas depois que acertaram o remédio, pressão está bem boa. Tomo o enalapril e outro que não lembro. Mas venho aqui toda semana e gosto de vir. É bom pra conversar fazer os exercícios!”


Joana de Araújo, 59 anos, usuária de medicação há 10 anos.

“Venho toda semana no grupo. Tomo enalapril, dois de manhã e dois de tarde. Faz já uns 10 anos que tomo medicação pra pressão. No verão sinto muito sono, porque a pressão baixa com o calor. Aí tomo só um de manhã”.

Ana Paula Flores, educadora física nos grupos.

“É super importante o grupo. Eles se divertem, convivem. Passo exercícios leves, trabalha muito a mobilização articular, uso músicas para aquecer, trabalhar deslocamento, atenção, coordenação motora através do ritmo e depois alongamentos, em 50 minutos de aula”.

Texto e fotos: Sabrina Strack

 

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