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PRE cita que mortes na RS-239 está abaixo da média histórica


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Dados fornecidos pela Polícia Rodoviária Estadual demonstram que ocorrências são de menor gravidade

Região – Em 2018, na comparação com anos anteriores no mesmo período, de janeiro a junho, menos gente tem morrido em acidentes de trânsito na RS-239, no trecho entre Nova Hartz e Campo Bom, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). É esse o dado positivo que vale ser destacado em meio a problemas recorrentes, como os rachas, abordado pela reportagem do Repercussão, em sua última edição. “Está morrendo pouca gente na rodovia. Isso é interessante, esse ano está bem bom. Quando tem uma coisa boa, sempre vem acompanhado de uma coisa ruim, os rachas”, destaca o comandante da PRE de Sapiranga, Dalvo Tadeu da Rocha.



No levantamento relizado pelo comando da PRE de Sapiranga, compreendendo o período de janeiro a junho dos anos de 2016, 2017 e 2018, o número de acidentes, menor em 2017, com 57 ocorrências no total, na comparação com 2016, que registrou 122 acidentes no mesmo trecho da rodovia, voltou a aumentar em 2018, ano em que 70 acidentes foram registrados. Porém, o número de mortes em virtude desses acidentes vem diminuindo desde 2016, ano em que, no período considerado, oito pessoas morreram em acidentes na rodovia. Em 2017 foram cinco, e em 2018, até 30 de junho, quatro pessoas perderam a vida, vítimas de acidentes na RS-239.

Número de acidentes oscila

Acompanhe abaixo a tabela com os números totais de acidentes, de veículos envolvidos, de feridos e de mortos nessas ocorrências, entre janeiro e junho de 2016, 2017 e 2018:


Fatores que influenciam acidentes
– Outro dado que chama a atenção são os quilômetros em que se repetem muitos acidentes. Os quilômetros 24 e 26, por exemplo, ambos em Sapiranga, (km-24 é no retorno para Campo Bom, próximo ao Posto da Polícia Rodoviária e o km26 é na entrada da Vila Irma) aparecem nos três anos entre os cinco locais com maior número de acidentes registrados. O dado revela o que o Comandante do pelotão reitera: acidentes graves normalmente ocorrem nos retornos. “Os acidentes graves que dão com morte são sempre nos retornos, muito difícil ser fora do retorno, com exceção dos atropelamentos. Agora, se envolver dois veículos é nos retornos”, destaca Rocha.

  • – Um dos fatores que influencia para a queda dos acidentes graves, com morte, é a diminuição da velocidade média dos veículos, muito em função da utilização do radar para fiscalização. “Sendo a velocidade mais baixa, os motoristas conseguem ter um controle maior do veículo. Então quanto mais devagar as pessoas andarem, a tendência é que se ocorrer acidente, ele venha a ser mais leve. A gravidade diminui bastante. O X da questão é todo esse”, pontua o comandante da PRE de Sapiranga. Rocha salienta ainda outro fator que vem causando acidentes e fazendo aumentar os índices de ocorrências, que é o uso do celular ao volante. “Causa desatenção. Se você estiver andando a 80km/h e uma pessoa atravessar na sua frente a 60 metros no início da noite, ou de noite, e você estiver no telefone, qualquer olhadinha que der para o telefone, você já atropelou essa pessoa, não dá tempo de voltar os olhos”, salienta.

    Acidente com morte no retorno do bairro Amaral Ribeiro, em Sapiranga, em junho de 2018

Texto: Sabrina Strack
Fotografia: Arquivo JR

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