Dia a dia

Nova greve? Líder de paralisação dos caminhoneiros em Araricá comenta

SENAC Novo Hamburgo

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País / Região – Uma das perguntas que mais se ouve nas rodas de conversas e até mesmo em redes sociais da internet nos últimos dias é: afinal, haverá uma nova greve dos caminhoneiros no início da próxima semana? Áudios que circulam por whatsapp indicando uma nova paralisação em todo o Brasil são desmentidos pela Presidência da República e imprensa do centro do país, sendo estes tratados como “fake news” (notícias falsas).

Para explicar aos leitores o que de fato está acontecendo e o que pode ocorrer nos próximos dias, o Jornal Repercussão ouviu neste sábado (2) um dos líderes do grupo que iniciou a paralisação dos caminhoneiros aqui na região, que esteve centralizada na RS-239, em Araricá.


Guilherme Pilger

André Domingos de Lima, 45 anos de idade (23 destes na profissão de caminhoneiro), disse que não se pode afirmar uma nova greve, mas isso também não é descartado. “Os rumores e boatos são grandes de uma nova greve. Tenho quase certeza que irá parar tudo novamente na noite de domingo (3) para segunda (4) em várias regiões do país. Nós, do grupo que iniciou a paralisação em Araricá, iremos aguardar possíveis movimentações no país e no Estado para saber como proceder. Penso que em todo o país nossa classe saiu vitoriosa com a paralisação. Não conseguimos toda a redução que queríamos no óleo diesel, mas ao menos ele parou de subir. Não dava mais para aguentar”, explicou.

Lima ainda disse que não se pode afirmar ser “fake news” uma nova greve. “Vejo o governo tratando uma nova greve como algo inventando, ou seja, como fake news. Porém, pelo o que tenho acompanhado e falado com caminhoneiros de outros estados e regiões, a classe irá parar novamente. Talvez, a mobilização de agora se concentre mais em Brasília”, salientou.

ABCAM diz que não apoiará nova paralisação da categoria

A informação de “nova greve” foi desmentida pela Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam). A entidade, que foi uma das que coordenou a paralisação nacional e negociou com o governo federal, disse que não está divulgando e nem apoiando novas paralisações no país.

Já a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) solicita através do seu site oficial que os sindicatos da categoria informem eventuais pontos onde os caminhoneiros estejam sendo impedidos de trabalhar ou estejam sendo ameaçados. A orientação da CNTA é para que todos voltem ao trabalho, e a confederação se compromete a solicitar apoio das autoridades para que seja garantida a segurança dos trabalhadores.

 

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