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Luciano Orsi revela planos para ampliar o Parcão e os desafios de buscar novos empreendimentos que façam o município prosperar


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Ano será de executar dezenas de ações e destravar questões importantes como a contratação do novo gestor do Hospital Dr. Lauro Reus, que teve contrato prorrogado por mais 90 dias recentemente

Mensalmente, conseguimos arrecadar entre R$ 2,3 milhões a R$ 2,5 milhões ao mês com esse ISS gerado pela Get. No momento atual esse tema é bem preocupante.



Jornal Repercussão – Um dos temas mais importantes para a administração é o retorno de ISS obtido através da Getnet. De que forma tem conduzido este tema?

Luciano Orsi – Em 2018, conseguimos manter a arrecadação. Em 2019, dependerá dos encaminhamentos do novo governo. Embora o tema esteja no Congresso Nacional para ser votado, a manutenção dos atuais níveis de arrecadação para o Município com o ISS também depende de uma decisão do STF ainda devido a uma liminar que existe. Acredito que dentro de um pensamento comum que se tem hoje, vamos ter uma reforma tanto previdenciária quanto tributária. Caso ocorra a reforma tributária alterará de uma forma mais abrangente. Se isso for uma coisa que for levantada nos primeiros meses ela vai meio que abafar essa questão do ISS. E é isso que espero, que dê uma acalmada para que espere medidas mais amplas do Governo Bolsonaro. Não sou contra uma reforma tributária, desde que ela não venha nos prejudicar neste item. É necessário olhar todos os lados e que se tenha um equilíbrio. Por enquanto, continuamos com a receita do ISS e isso nos ajudou a fechar com um superávit orçamentário em 2018. Ouvi que em abril terá uma nova tentativa forte de votar a modificação nessa pauta do ISS. Hoje, não podemos nem pensar em perder essa arrecadação até porque é uma arrecadação que tem crescido e quando se tem algo muito bom não se quer perder. Estamos lutando para que isso permaneça. A preocupação existe e como ela é uma matéria que está em pauta no Congresso com pedido de urgência para aprovar, a partir do momento que o Congresso começa a votar, ela pode voltar a pauta. É uma tensão constante. Mudou o Congresso e não sabemos como isso vai se comportar e qual será o pensamento dos novos deputados também. A Getnet nasceu e se criou em Campo Bom. Ela não é um paraíso fiscal. Ela se criou aqui. Está crescendo e é um mérito da nossa e também das administrações anteriores que fortaleceram isso. Mensalmente, conseguimos arrecadar entre R$ 2,3 milhões a R$ 2,5 milhões ao mês com o ISS gerado pela GetNet. No momento atual esse tema é bem preocupante. Mas, vamos batalhar e correr muito para manter esse tributo, pois vale muito a pena.

Jornal Repercussão – No fim de 2018, a Administração apresentou um pacote de asfaltamento para 27 ruas. Quais os planos futuros?

Luciano Orsi – O empreendimento que vamos fazer é uma extensão do Parcão com a sua respectiva ampliação. Temos um problema de outras administrações e eu cobrei na campanha a resolução da atual situação da Secretaria de Obras. São prédios que estão bastante defasados e tem muitas carências. Nossa ideia é tirar a Secretaria daquele local e estender o Parcão. E conforme acontecer as coisas, vamos fazer ela um pouco maior ou menor. Se conseguirmos entrar em acordo com as famílias para desapropriar toda aquela área o projeto avançará. A minha ideia é de que até o meio do ano estejamos trabalhando. Quero aprontar no início de 2020. Todo o recurso que vamos fazer no local será através de investimentos próprios. Estamos ainda na fase de projetos. Quero fazer coisas novas. Essa será uma das marcas da minha Administração. Temos um terreno novo na Vila Rica para a Secretaria de Obras. Obtivemos a liberação do espaço no fim de 2018, e por isso, vamos levar a estrutura das Obras para outro lugar. Ainda não temos um custo fechado, mas será um investimento aproximado de R$4 a R$5 milhões, em uma área de três hectares. Inclusive, buscaremos parceria com a iniciativa privada através de uma empresa que fica bem próximo da Secretaria de Obras. Uma das propostas, é até de construir quadra com grama sintética para a comunidade aproveitar. Com essa iniciativa, vamos proporcionar um novo ambiente, especialmente aos bairros 25 de Julho e Cohab.

Jornal Repercussão – Quase no fim de 2018, ocorreu a transição dos gestores do Hospital Lauro Reus. Quais serão os próximos passos nessa área?

Luciano Orsi – Estendemos em mais 90 dias o período de administração do Instituto Inova. Mas, vamos abrir novo edital. Estamos satisfeitos com o trabalho dos gestores e o atendimento de certa forma melhorou. Eles possuem qualidade, na administração, mas é claro que outros pontos precisam melhorar. Hoje, temos mais liberdade para conversar com eles e temos acesso.

Jornal Repercussão – A geração de emprego é um tema importante para o seu governo. Existe algum encaminhamento nesta área?

Prefeito Luciano Orsi ressaltou a importância de estruturar uma nova área industrial para gerar empregos

Luciano Orsi – Fizemos um trabalho grande de prospecção e estou muito satisfeito com a imagem que o município tem junto ao setor empreendedor. Estive em São Paulo nas feiras (Inspira Mais e Couromoda) e visitei uma empresa que tem filial em Suzano, em São Paulo, e o que nos deixa feliz é que o pessoal compara com outras cidades no aspecto de que em alguns locais há prefeituras que nem recebem os empresários. Acredito que vamos ter uma reversão na questão do emprego. Mas, tudo isso dependemos do momento econômico do Brasil. A virada começou na economia e o próprio Sebrae possui pesquisas de que a confiança do setor empresarial no governo estava em 4% no final do governo Michel Temer. E, agora, passou para 57%. Isso ajuda. Vejo que as pessoas estão acreditando e investindo. Investimos em 2018, mais de R$ 1 milhão de reais em termos de PIGE (Programa de Incentivo às Empresas). Para acelerar processos internos e facilitar a vida de quem empreende, unimos setores da Secretaria do Desenvolvimento, com a Fiscalização e o Meio Ambiente, além da área das Finanças. Esses são setores estratégicos e que trabalham juntos na liberação de alvarás sanitários, de localização e ambiental para as empresas. E se tudo não ficar azeitado, tranca.

Jornal Repercussão – Em 2018, a Prefeitura também investiu na compra de uma nova área para a implantação de um novo polo industrial. Explique como está a situação

Luciano Orsi – Verdade. Recentemente o município licitou a empresa que está fazendo toda o projeto de engenharia para possibilitar o acesso à futura área industrial através da RS-239. Isso precisa ser encaminhado com a EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias) e estamos nesses trâmites. Queremos lançar nesse ano, no meio do ano, no máximo. Investimos R$ 3,5 milhões para comprar a área. E queremos fazer com que aquela área renda 14 lotes, e ali seja uma mola propulsora de trazer empresas. Se conseguimos trazer empresas com o movimento positivo que está se formando, acredito que lotamos rapidinho o espaço. Temos empresas que estão subaproveitadas, devido o momento econômico. E no momento que melhorar e começar com pedidos, se desenvolverá. O importante é não perdermos os empregos. Esses últimos dois anos, trabalhamos muito como bombeiro. Fizemos um movimento forte na manutenção da Ticket em Campo Bom e mantivemos 500 empregos.

Jornal Repercussão – No fim de 2018, o prefeito anunciou a manutenção e acréscimo no sistema de monitoramento. Como está essa situação?

Luciano Orsi – O maior problema que temos é com o funcionamento e operação do atual sistema. Elas não possuem resolução adequada. E em muitos casos é necessário repassar as imagens ao Poder Judiciário. O que temos hoje é muito defasado. Através da locação dos equipamentos é possível estabelecer critérios para a empresa sempre disponibilizar uma tecnologia de ponta. Nossa proposta é colocar em funcionamento 33 câmeras. Além disso, teremos ainda mais o cercamento eletrônico de 16 controladores através do Governo do Estado. Desta forma, se conseguirá fazer um acompanhamento para fazer a prevenção. Estamos na locação porque o custo ficaria com o município. É um custo alto para a cidade, mas a princípio vamos iniciar com o município arcando. O memorial está pronto e será lançado em janeiro. Até o meio do ano deve estar instalado. E nossa ideia é construir uma central de comando nova para integrar o Grupo de Gestão Integrada (GGI) com a Brigada Militar e a nossa Guarda de Trânsito.

Jornal Repercussão – E o projeto de revitalização da Avenida Brasil? Como estão os encaminhamentos?

Luciano Orsi – Está em andamento, mas na fase de elaboração do projeto, que ficará pronto até abril. Temos um financiamento pré-aprovado com o Ministério das Cidades no valor de R$ 19,5 milhões. Quando tivermos o projeto pronto, vamos encaminhar e trabalhar internamente. O importante é que esse projeto não é só embelezamento. Ele engloba ainda padrão de fachadas para a cidade ser mais turisticamente vendável dentro da região. A ideia é trabalhar muito questões estruturais. Hoje, por exemplo, temos sérios problemas com os alagamentos da Av. Brasil quando chove muito. Esse projeto prevê galerias para escoar a água até o Arroio Schmidt. A questão da energia elétrica queremos fazer galerias subterrâneas. Os custos são altos, mas vai melhorar muito a questão da qualidade de vida, pois é um projeto para resolver questões históricas da cidade. E quando tiver ele pronto queremos que a sociedade abrace a ideia. Não é projeto para agradar o prefeito. Quando iniciar será uma obra de 12 a 18 meses de trabalho.


Jornal Repercussão – Em 2018, ocorreu aquela votação polêmica do 0,7% do reajuste do funcionalismo. E para 2019, como o senhor está encaminhando esse tema?

Luciano Orsi – Os índices que vão balizar o aumento do IPTU é o mesmo do funcionalismo. Foi um compromisso que eu assumi com os vereadores. Claro que o período é diferente e os índices mudaram. Provavelmente, os índices vão ser menores. O IGP-M hoje está em 8%. Ele está caindo nos últimos meses, pois está ocorrendo uma diminuição. Vamos tentar se possível dar um índice próximo ao que demos para o imposto. Esse é um compromisso. Acreditamos que teremos uma valorização para o servidor em 2019. Queremos fazer essa valorização, até porque em 2018, não conseguimos um índice. E então, vemos a possibilidade de se reaver ele. Demos o abono, e na maioria dos casos significou mais que o 0,7% proposto. Quem ganhava até 2.500 reais ele foi mais do que o 0,7% seria.

Vai ser um evento popular esse ano. Temos compromisso e garantimos um recurso de premiação para a parte campeira do Rodeio. Vamos ajudar com R$ 200 mil.

Jornal Repercussão – Como estão os encaminhamentos para o Rodeio 2019?

Luciano Orsi – Vai ser um evento popular esse ano. Temos compromisso e garantimos um recurso de premiação para a parte campeira do Rodeio. Vamos ajudar com R$ 200 mil reais para a premiação, e ainda assim, a parte campeira terá suas receitas, e o município cuidará do ingresso e estacionamento e venda das espaços, comércios e bailes. O preço dos ingressos será de R$ 5,00 reais para poder trazer mais público e o estacionamento será R$ 10,00 reais. Os bailes serão de R$ 15,00 a R$ 20,00 reais. Chegou a ser 40 reais.

Jornal Repercussão – O prefeito tem feito importantes encaminhamentos na área da habitação. Comente.

Luciano Orsi – Um governo tem que saber olhar todas as faces da sociedade. Tenho consciência de que é necessário sim trabalhar pelos menos favorecidos, mas de uma forma e maneira inteligente. Uma questão que precisaremos investir é na ocupação conhecida como “Bicho de Pé”, ali o município terá que investir também. Estamos trabalhando.

Jornal Repercussão – Chegamos na metade do seu mandato. Pensa em reeleição?

Luciano Orsi – Meu contrato com a população é de quatro anos e foi isso que a população me confiou. Estamos trabalhando para que esses quatro anos sejam os melhores possíveis e que consigamos manter ele da melhor forma possível e dentro de um patamar e padrão que ela merece. Existe uma pressão do partido para continuar e para eu colocar o meu nome à disposição. Se nos sentirmos confortável com a população, ocorrer uma aliança entre os partidos no aspecto de coligações, vamos colaborar e colocamos o nome à disposição. Temos essa visão. O partido coloca bastante confiança na minha pessoa para continuar. Estamos trabalhando para cumprir nossa obrigação, mas pensando também que o futuro pode trazer coisas melhores para a cidade. Que possamos continuar muitas coisas que estamos plantando hoje. Isso é uma visão clara que temos. O PDT não era uma força política muito importante na cidade. Éramos vistos como um “aborto da natureza” e vencemos. Penso que mais experiente e conhecendo um pouco mais, é possível executar um trabalho de união com algumas forças importantes. Precisamos seguir nesse ritmo de parcerias que são importantes, pois acredito que seria uma questão natural de buscar essa continuidade.

Jornal Repercussão – Deixe uma mensagem final para os campo-boneses, prefeito.

Luciano Orsi – A perspectiva que se tem que nesses próximos dois anos é de que Campo Bom vai ter um avanço significativo, pois será um ano de muitas obras e realizações na cidade em nível de município e nas parcerias que conseguimos fazer com convênios e emendas. Temos R$ 12 milhões de recursos captados e isso demonstra a capacidade que tivemos de aglutinar e buscar recursos de todas as frentes que estão juntas. Isso foi graças ao setor de captação de recursos e a equipe que formamos. Uma das novidades é a reforma do Largo, Irmãos Vetter, que receberá mais de R$ 800 mil reais em investimentos.

Esse 2019 será de fazer bastante realizações. Espero que a mudança no aspecto do retorno de ISS não atrapalhe. Quero espalhar obras e realizações para fazer diferença na vida das pessoas. Desejamos que Campo Bom continue mostrando e ampliando toda a força que tem na região com protagonismo. Manteremos o avanço da cidade do jeito que sonhamos, uma cidade limpa, modelo e que as pessoas vão gostar de dizer que é uma cidade diferenciada, e hoje ouvimos isso tanto do setor empresarial como dos cidadãos. Sabemos que o campo-bonense é exigente e queremos atender a altura a exigência do cidadão de Campo Bom.

Texto: Sabrina Strack

Fotos: Felipe Laux

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