Dia a dia

Instituto Estadual de Educação mobiliza estudantes com ações sociais mensais


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Alimentos e roupas foram distribuídos às famílias carentes

Sapiranga – O Dia D, projeto desenvolvido desde 2017, todos os meses, pelos terceiros anos do Instituto Estadual de Educação Sapiranga, consiste em um dia de aula diferenciado. Os alunos escolhem uma caracterização para aquele dia (personagens, anos 60, 80, etc.) que conta com um recreio prolongado. O que vem envolvendo cada vez mais toda a escola, entretanto, tem sido a ação social organizada para o encerramento de cada edição do Dia D.



“Em abril coletamos produtos de higiene pessoal infantil, doados para o Lar São Francisco e duas famílias indicadas pelos alunos. Em maio, fizemos a coleta de roupas (doadas agora), em junho trouxemos milho e ervilha para ajudar no cachorro quente em prol da escola, e julho, agora, a gente fez a coleta de alimentos não-perecíveis e leite”, explica Clair Mendel, professora de língua portuguesa e literatura da escola, e uma das envolvidas com o projeto.

Todas as roupas e alimentos arrecadados foram distribuídos entre três famílias na última semana. Uma das entregas ocorreu no bairro São Luiz. A chefe da família, Marilaine de Fátima Azevedo Linhar, com seis filhos e dois netos para sustentar, recebeu, emocionada, as doações. “Eu só tenho a agradecer. Essa ajuda veio em ótima hora. Já faltou arroz e feijão na minha casa. Não tenho vergonha de dizer. Mas eu batalhei e lutei e não deixei as crianças passarem fome. Mas tive que sofrer e ralar”, declarou.

O projeto, idealizado por Clair, com o apoio da diretora, Rosa Maria Peixoto da Rosa, foi aceito na escola e hoje envolve demais professores, direção e alunos dos primeiros e segundos anos, que se mobilizam para as arrecadações mensais.

Opinião dos envolvidos
Djenifer de Sousa, 17 anos
“A gente tem tudo em casa que a gente precisa. Nunca passamos por necessidades, nada, e ver uma pessoa que é uma pessoa boa, com os filhos dela, e só quer o bem de todo mundo, e não tem o básico.”


Daniele Fernandes, 17 anos
“Fiquei bem emocionada. Porque a gente não tem só uma pessoa pra ajudar. A sala toda se mobilizou e bastante gente ajudou e eu estou bem feliz. Quero continuar ajudando. A gente pode ver para todo mês fazer uma arrecadação e ajudar alguma família.”

Emanuele Masoco, 17 anos.
“É, foi emocionante. E ver como ela (Marilaine) reagiu, motiva a continuar e fazer ainda mais.”

Clair Mendel, professora de português e literatura, idealizadora do projeto
“A ação social que é o foco. Trabalhar a solidariedade nos alunos, a visão do outro além da sala de aula. Estamos atingindo o que queremos, que é o envolvimento de todos, pensando no outro.”

Corpo docente envolvido
A visita, além da turma de alunas, Clair e a diretora, teve a participação de Maria Alice Perla, orientadora do Serviço de Orientação Educacional.


Texto e fotografia: Sabrina Strack

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