Dia a dia Entrevistas

Faisal Karam entra na reta final do mandato e valoriza ações


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Projeções | Prefeito cita importância de parceria firmada com a Feevale e fala sobre sua sucessão

Jornal Repercussão – Recentemente, o prefeito anunciou ao lado dos representantes da Universidade Feevale, a implantação do futuro câmpus 3 da instituição, na Techpark (antigo Valetec). Qual a importância de um emprendimento deste porte para a cidade?
Faisal Karam – Representa um grande avanço, não só na questão de receita, mas de desenvolvimento fundamental para uma sociedade. Uma parceria com uma universidade é inestimável. A universidade traz conhecimento, sabedoria e todo um desenvolvimento no seu entorno. A implantação do Câmpus 3 da Feevale no município começa com a ocupação do Prédio Santos Dumont. O curso de Veterinária será um dos primeiros a ser oferecido, e o local concentrará em um curto espaço de tempo os cursos de engenharia, matemática e ciências exatas. Isso é fundamental porque o Techpark precisa de mão de obra voltado ao desenvolvimento tecnológico e produtos inovadores. A estrutura não vai gerar um grande número de empregos, mas vai gerar bons salários. Alunos que terminarem a universidade, terão vaga garantida em empresas e projetos ali já instalados. Isso fortalecerá toda a economia da região. Não é só Campo Bom que se beneficia. É Sapiranga, Novo Hamburgo e toda a região. Essa mão de obra virá de outros municípios para cá. Os alunos virão fazer faculdade aqui. É uma grande conquista. Todo o entorno será beneficiado.



Jornal Repercussão – Há pouco tempo atrás, a Prefeitura fez uma doação de área para a Feevale. Foi pensando nestes aspectos?
Faisal Karam – Com a implantação da Avenida Alameda da Inovação e a instalação da rede elétrica, que deve ter iniciado essa semana, isso vai nos permitir a ocupação de parte desses 12 hectares. Parte da área é de preservação ambiental. Não pode ser ocupado para novos lotes industriais. Isso permitirá a chegada de um maior número de empresas voltada à área tecnológica e que elas se instalem ao lado da Avenida Alameda da Inovação. Com a duplicação da Avenida João Pedro Dias, teremos uma interligação das avenidas. Assim, existirão duas frentes. Teremos bons lotes ali que serão ofertadas via Techpark, prospectando novas empresas de tecnologia. Acredito que ainda no primeiro semestre será aberto um edital. Existem várias empresas se instalando na região com projetos já aprovados na Prefeitura, como a Dublauto. Esta empresa desenvolve alternativas na área médica. Não tenho dúvidas que teremos entre quatro ou cinco novas edificações, para que em 2017 e 2018 comecem a operar no local.

Jornal Repercussão – Recentemente, a Prefeitura entregou a ampliação do Hospital Dr. Lauro Reus. Como está o processo de transição?
Faisal Karam – Iniciamos a transição e a ocupação das novas instalações há cerca de duas ou três semanas. A aceitação das pessoas foi muito boa. São quartos amplos e as pessoas estão muito satisfeitas. A partir do momento que estão sendo deslocadas para a área nova do Hospital, iniciou um processo de recuperação da ala antiga. Está ocorrendo a reforma dos quartos antigos, que possuem mais de 15 anos. O Hospital está fazendo parte da reforma com recursos seus. Bem como fizeram parte da reforma do bloco cirúrgico, troca de pisos, pinturas, forro e outros. Agora, está ficando um bloco cirúrgico condizente com a realidade do Hospital. Ainda faltam algumas coisas.

Jornal Repercussão – E a papelada para a liberação da UTI?
Faisal Karam – A documentação toda para o licenciamento de operação da UTI está bem encaminhada, mais 60 dias talvez 90 dias, teremos a UTI em funcionamento. A expectativa é muito boa. Está faltando a instalação de um gerador que comporte a parte antiga e a nova. O gerador está sendo licitado agora pela Prefeitura. O antigo possui 20 anos. Está fora de padrões, gastando óleo em excesso. O projeto final da casa de gases para atender a UTI também está em fase final. Em 30 ou 40 dias, iniciaremos esta obra, deixando o Hospital como tem que ser, e a UTI em funcionamento.


Jornal Repercussão – O município segue com risco de perder os R$ 83 milhões para as obras de tratamento de esgoto?
Faisal Karam – Tivemos uma reunião com a Corsan em Porto Alegre. O presidente da Corsan ficou de se encontrar com o ministro das Cidades, o Gilberto Kasssab, esta semana, para definir uma alternativa de linha de financiamento e manutenção de contratos já realizados entre prefeituras, Corsan e Caixa. Devemos ter posicionamento definitivo da Corsan essa semana. Há chance ainda de perder o recurso. A Corsan terá que buscar outra forma de contar com o financiamento, caso contrário, teremos o rompimento com a Corsan, sim!

Jornal Repercussão – O prefeito acredita que a EGR possui planos e condições de aportar investimentos na RS-239?
Faisal Karam – Participei durante um ano dos encontros do Corepe 2 (Conselho das Rodovias Pedagiadas Trecho 2). Foram 12 encontros, mais as reuniões das associações dos municípios. Foram definidos vários investimentos. Apenas a passarela de Parobé saiu do papel e este foi o único investimento que a EGR fez, além de pintura e roçada. Ficou acertado novos investimentos… refúgios, passarelas, tudo acordado, com o Estado do Rio Grande do Sul. Tratamos com o órgão do governo que representa o Estado, no caso a EGR. A EGR, independente de quem seja governador ou partido político, precisa ter continuidade. Nós nos sentimos verdadeiros bobos na mão da EGR. Quando ocorreu a troca de governo, foi dito que nada do que tinha sido acordado seria feito, porque não é de responsabilidade da EGR. Pedimos passarelas porque é necessário.Existem ocorrências, mortes…A RS-239 precisa de soluções. A EGR disse que a empresa que se instalou às margens da rodovia deve buscar soluções para isso. Outro ponto absurdo é de que os municípios são os responsáveis pela iluminação pública. Os municípios é que precisam implantar a iluminação pública nos seus trechos de domínio. As Prefeituras foram cobradas a desenvolver os projetos de iluminação e dar para a EGR. Campo Bom fez isso em seus sete quilômetros. Fizemos isso, assumimos o compromisso de fazer a manutenção, de pagar a conta com a iluminação da RS-239, através da Contribuição de Iluminação Pública (CIP). Na virada de goveno, foi dito que a despesa era das Prefeituras. Nós não faremos. Isso está errado. Se tu cobras pedágio, tem que investir em pintura e melhorias. Roçada e pintura não são melhorias, isso é o básico que precisa ser feito. Passaremos mais um ou dois anos sem investimentos. Em dias de chuva, a aquaplanagem é um problema seríssimo que não foi corrigido. Retornos que precisam ser fechados e que põem em risco os usuários da rodovia. Não vemos perspectivas nenhuma. Nós prefeitos, de toda a região do COREPE, nos sentimos verdadeiros bobos na mão da EGR.

Jornal Repercussão – E o projeto da RS-010. Foi sepultado?
Faisal Karam – Voltou esse assunto quando fizemos uma visita na Fruki Bebidas e surgiu a necessidade de uma área de 100 hectares. No dia da posse na AMVRS, sugerimos que os prefeitos da região do Vale, se habilitassem. Campo Bom não localizou a área de 100 hectares, mesmo juntando vários proprietários, dentro das exigências de ter frente para rodovias, água abundante. Seria importante que essa empresa ficasse na região do Vale do Sinos, porque traria um desenvolvimento para o Vale que há muito tempo não recebe investimentos desse porte. Não podemos deixar esta empresa ir lá para as Missões ou Alto Uruguai. A região Metropolitana é importante para uma empresa desse porte. A mão de obra está aqui. Temos trabalhadores do calçado ociosos. Passamos todas as exigências para as prefeituras para que se habilitassem. Aí lembramos da RS-010. Se tivesse sido implantada, nós teríamos uma área hoje que é considerada rural no bairro Mônaco e de expansão no Quatro Colônias, que poderia receber uma empresa desse porte ou um parque industrial. Depois que foi feita a BR-448, se perdeu o foco na RS-010, porque se “resolveu” o problema da BR-116 e ninguém mais fala.

Jornal Repercussão – Nas rodas de conversa, entre as lideranças, todos querem saber quem será o indicado para suceder o prefeito Faisal dentro do PMDB. Como está este processo?
Faisal Karam – Essa é uma angústia para muita gente. Com a “reforma política”, adiaram o prazo de transferência de partido e isso incomoda a todas as siglas. Sabemos que cada vez menos há interesse da sociedade em questões políticas. O eleitor, cada vez mais, dá autonomia e transfere responsabilidade para os gestores. As pessoas não querem se envolver. Isso é muito ruim. Tudo o que vemos nos meios de comunicação é um absurdo. Cada dia tem uma novidade ruim. Cada vez há menos pessoas comprometidas com a questão social. Cada vez mais fica a imagem da figura do político profissional, que se perpetua no poder. Se não colocar um limitador de tempo no político, nunca haverá renovação. O que fica hoje, pessoas que estão atrelados a partidos, sendo sempre as mesmas pessoas. Iniciamos um processo de renovação há três anos no PMDB, permitindo que mais pessoas se habilitassem a ser o sucessor do atual prefeito. Temos no mínimo quatro candidatos com potencial de ganhar as eleições. Eu tenho o meu candidato. Só que estou cuidando o tempo, deixando passar o prazo até março, para dizer quem eu gostaria que continuasse no meu lugar. Não significa dizer que as urnas irão concordar com a minha posição. Mas, vou ter meu candidato. É para esse que eu vou fazer campanha. O PMDB vai chegar unido na convenção. Estamos fazendo um trabalho forte junto aos três pré-candidatos com potencial de voto. Monitoramos a cada quatro ou cinco meses, com pesquisas. É uma empresa que há 15 anos faz pesquisas para o PMDB e faz para outros partidos, monitoramos o crescimento dos nossos candidatos e dos candidatos de oposição e de eventuais nomes que possam surgir.

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