Dia a dia

Estrutura da Escola Estadual Quatro Colônias, fechada em 2013, segue inutilizada e comunidade lamenta


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Campo Bom – A data de 20 de dezembro de 2013 relembra o último dia letivo da Escola Estadual de Ensino Fundamental Quatro Colônias, no bairro de mesmo nome, em Campo Bom, encerrando um ciclo de 50 anos de história. O fechamento da escola se deu, à época, segundo a Secretaria Estadual de Educação, pela baixa procura por vagas pelos alunos do ensino fundamental.

As instalações, fechadas desde então, ocupam um terreno com área total de 9.994m², e sofrem agora com o agir das condições climáticas e dos anos que passam, causando um sentimento nostálgico e de certa tristeza na comunidade que ajudou a construir a escola. Na década de 1960, quando inaugurado, o espaço ainda era uma escola rural, onde os alunos contavam com aulas práticas na roça e o diretor morava no local.



Outro ponto de orgulho daqueles que passaram pela escola é o ginásio de esportes, fruto da mobilização da comunidade para votar no Orçamento Participativo, ainda no Governo Olívio. Pais de alunos também lembram dos diversos mutirões organizados para melhorias na estrutura.

Secretarias estaduais esclarecem o processo

Em 25 de julho de 2017, a Prefeitura solicitou a cessão do prédio da escola ao Estado. O processo está em trâmite na Secretaria de Educação (Seduc). A Seduc informou que o processo de desafetação da área, por parte da 2ª Coodenadoria Regional de Educação, irá devolver o terreno para a Secretaria de Administração e Recursos Humanos (Smarh), ficando o imóvel disponível aos demais órgãos do Estado. A Smarh confirmou o recebimento do processo, por parte da Seduc, em 03/09/2018. Mas, hoje, conforme a Secretaria, a Lei Eleitoral veda que o Estado disponibilize bens de forma gratuita a qualquer outro ente da federação. “Portanto, qualquer deliberação sobre este imóvel ficará suspensa até que se encerre o período eleitoral”, finaliza o texto, enviado à redação.

Mais detalhes
*A Smarh ainda informou que a Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos solicitou a disponibilização do imóvel para futuro convênio com entidade de cunho social e sem fins lucrativos para desenvolvimento de projeto voltado ao atendimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.


*Segundo a Prefeitura, caso a cedência ao Município ocorra, a Administração irá estudar a melhor forma de utilizar o espaço. Hoje, o local serve de entrada para o Horto Municipal, localizado em uma área do Município, com atendimento à comunidade de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30, e das 12h30 às 16h30.

Instituição fez parte da vida de gerações

Andreia Strack
Vilson Strack

Gerações de alunos passaram pela escola, pais e filhos, que hoje compartilham boas lembranças do local. Vilson Strack, 64 anos, que iniciou na escola aos 6 anos, na primeira série, lembra das aulas na roça e da rigidez dos professores. “Alí sempre era bom, nós tinhamos a horta, era colégio rural. Para merenda nós tínhamos quase tudo. A gente estudava de manhã e de tarde. Se não entendia um conteúdo, professora segurava você no final da aula, só para aprender aquilo”, recorda Vilson. A filha, Andreia Strack, 27 anos, também estudou lá, da 1ª até a 8ª série. “Recordo de muitos momentos bons e de uma escola acolhedora. Tinha muito verde, podíamos sair da sala de aula e aprender nesses espaços. O ginásio foi uma grande conquista. Lembro dos campeonatos e festas juninas. Lamentável que um espaço tão bom esteja desativado”, salienta Andreia.

Texto e fotos: Sabrina Strack

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