Dia a dia Política

Eleições 2018: Setor coureiro-calçadista está representado por Dalciso


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Região – O empresário, Dalciso Eberhardt de Oliveira (PSB), 44 anos, atual vice-prefeito de Igrejinha, terá uma nova missão na sua vida pública a partir de 2019. Eleito com 26.765 votos terá o compromisso de representar a sua região, que é o Vale do Paranhana, mas também ser o porta-voz do principal celeiro de indústrias calçadistas do Estado, que é o Vale do Sinos.

No período de campanha, Dalciso fez uma atuação ativa, principalmente, nos municípios de Três Coroas, Igrejinha, Taquara, Parobé, Nova Hartz e Rolante. “Esse recorte nos permitiu conquistarmos 11.226 votos em Igrejinha, 3.786 votos em Parobé, 3.400 em Taquara e assim por diante. Quando integrei a Prefeitura de Igrejinha, tive a oportunidade de ser secretário de Desenvolvimento Econômico por seis anos”, contextualiza o deputado eleito.



Em recente agenda no Repercussão, Dalciso demonstrou grande preocupação em encontrar alternativas para reparar a atual política do ICMS que incide junto às indústrias do couro e do calçado. “Meu objetivo é atuar na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia ou criar uma frente parlamentar para debater este tema fundamental. Muitas indústrias estão em dificuldades”, comenta.


Jornal Repercussão – O senhor será a voz do Vale do Sinos e Paranhana na Assembleia. Como será a sua atuação?

Dalciso – É urgente discutir o tema do ICMS. Se não ocorrer uma reparação do imposto, as indústrias do setor vão fechar cada vez mais. Não tem como continuar dessa forma. Existem muitas empresas com dificuldade em virtude do aspecto da alta carga tributária, em especial do ICMS. Poderia citar aqui até nomes de algumas indústrias.. Muitas não conseguirão pagar as contas. Isso ocorre porque os industriários estão vendendo o calçado abaixo do custo, pois é necessário com empresas do segmento instaladas em São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais onde o ICMS é menor. Em Minas é 4 a 7% de ICMS. Aqui, no Rio Grande do Sul, é 12%. Então, as empresas daqui não conseguem fazer o mesmo preço que os concorrentes destes estados. Se não tiver equiparação vamos falir e cada vez mais empresas do setor vão fechar. O governo, independente de quem ganhar (Sartori ou Leite), necessita rever isso. Quero montar essa comissão, que terá representantes de Igrejinha, Três Coroas, Parobé e Nova Hartz, Sapiranga e Novo Hamburgo e discutir o tema urgentemente. Isso precisa de pressão.

Jornal Repercussão – Uma alternativa que o atual governo encontrou para equilibrar as finanças foi elevar a alíquota do ICMS que vale até o fim deste ano. O novo governador terá que enviar projeto lei para prorrogar esse percentual. Qual a sua avaliação sobre esse tema?

Dalciso – São duas coisas que precisamos analisar. Primeiro a receita. Se diminuir a receita, eu não vou pagar a despesa. Se houver comprometimento de qualquer um dos governos de reduzir a despesa, posso diminuir a receita. Se não houver um projeto de diminuição da despesa, eu obviamente, não vou poder ter a diminuição da receita. Por isso, é fundamental a mobilização do setor coureiro-calçadista para se unir à comissão que discutirá a redução do ICMS, pois queremos uma discussão e negociação conjunta com o governo. Sou contrário a renovação. É um voto só, mas não negocio o meu voto. O setor coureiro-calçadista não pode ficar pagando o pato. Não é só o setor. É o setor dentro do Estado que vai perder essas empresas que irão para estados vizinhos. Por exemplo, existem indústrias gaúchas negociando com o estado de Espírito Santo a torto e direito.

Jornal Repercussão – O que pesou para a ampla renovação de nomes na Assembleia Gaúcha?


Dalciso – Existia um sintoma de mudança e as pessoas ficaram com esse balizamento de querer mudança e novidade. O PSL fez um strike. Não tinha nenhum deputado, e agora, colocou seis deputados.

Jornal Repercussão – O Vale do Paranhana e o Sinos possuem rodovias importantes como a RS-020, a RS-115 e a RS-239. O deputado está atento às necessidades destas rodovias?

Dalciso – Quando vim morar em 1982 eram as mesmas rodovias. Uma das únicas melhorias foi a duplicação da RS-239 nesse período e nada a mais. A RS-115 é a mesma desde 1982 e a RS-020 nem a manutenção conseguem fazer direito. A descida de São Francisco de Paula para Taquara, pela RS-020, está um horror. Sem contar a ponte que é mais questão política do que por orçamento. É necessário cuidar das rodovias, mas precisamos discutir a duplicação da RS-115 e a recuperação da RS-020. Acredito que é necessário desencluir a RS-020 da malha do DAER, pois deveria pertencer ao pedágio da RS-115 ou da própria RS-239.

Jornal Repercussão – Agora, você será uma das referências para os prefeitos do Sinos e Paranhana. Tens conversado com os prefeitos?

Dalciso – Fiz várias conversas e visitamos todos os prefeitos da região desde maio. Não olhamos para partidos. Vou voltar para visitar todos e levar nosso recado. Não tenho bandeira partidária. Deixei claro que minha bandeira são os vales e o couro e o calçado. Duvido que os prefeitos da região serão contra uma dessas bandeiras.

Texto: Deivis Luz

Foto: Vanderlei Scherer

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