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Dr. Paulo Tigre inicia mandato à frente da Câmara campo-bonense


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Campo Bom – Até 31 de dezembro, o médico e vereador, Paulo Tigre (MDB), estará a frente do comando da Câmara. Eleito em 2016 para o seu segundo mandato, o vereador exercerá a função de presidente pela primeira vez e se diz preparado para o desafio. “Cada gestor e presidente deixa a sua marca. Cada um tem o seu modo de agir. Quero tornar a Câmara realmente a casa do povo. Meu desejo é fazer com que as pessoas se adonem da estrutura e participem”, destaca o presidente.

Paulo Tigre acredita que o vereador que assume o posto de presidente deve seguir atuando como vereador. “Aquele que se coloca na posição de presidente não pode abrir mão do mandato. Ele continua vereador. Se não possui capacidade de fazer as duas coisas ao mesmo tempo, se não tem capacidade de estar presidente e de se manter vereador, então não coloca o teu nome para ser presidente. Fica só como vereador. Aí, é possível perceber quem consegue fazer gestão ao mesmo tempo”, analisa o presidente.




Jornal Repercussão – O ano inicia com temas que devem gerar debates, como o reajuste do funcionalismo. O que o presidente tem conversado com os seus colegas e o próprio prefeito?

Paulo Tigre – Um dos acordos feitos com o prefeito, Luciano Orsi, na época, para que se baixasse o reajuste do IPTU e para que ficasse um pouco além da inflação, foi utilizar o cálculo dos índices, uma mescla entre os índices inflacionários. O martelo foi batido quando o prefeito nos garantiu que os mesmos índices seriam usados nos índices da reposição das perdas do funcionalismo. Só que o IPTU é feito de outubro a outubro de um ano. O funcionalismo a reposição é de fevereiro a fevereiro. Pode ser que o índice dê menor ou maior. Mas, serão os mesmos índices. A média dos mesmos índices. Foi uma garantia do prefeito. Estamos prevendo que seja o mesmo percentual. Talvez dê um pouqinho a mais. Para se ter uma ideia, bem claro, em 2018, quando resolvemos vetar o aumento de 0,7% e acabou o funcionalismo recebendo 0% de aumento não foi da nossa cabeça que decidimos aquilo. Recebemos uma carta do presidente do Grêmio Sindicato, dizendo que ocorreu uma assembleia, onde mais de 130 pessoas estiveram presentes, que não representa a totalidade, e por unanimidade, foi rechaçado esse aumento, que não aconteceu por culpa do sindicato, e não dos vereadores.

Jornal Repercussão – Você participou das prévias do MDB em 2016, naquela polêmica eleição onde o candidato do partido foi o Francisco dos Santos Silva. Ainda tem o desejo de ser prefeito?

Paulo Tigre – Preciso mostrar trabalho e gestão. Preciso mostrar que sou competente e que consigo levar ele de uma forma democrática, de uma forma plural e que consiga conversar com todos os partidos e ter diálogo e consiga construir uma Campo Bom melhor. Se eu conseguir isso, demonstro que sou um bom gestor. Se eu conseguir isso, abro a possibilidade de almejar voos maiores, de almejar dentro do meu partido, em convenção, me colocando novamente à disposição.


Jornal Repercussão – Ficou frustrado pelo desenrolar da eleição de 2016? Acredita que poderia ter ganho aquela eleição?

Paulo Tigre – Poderia ter ganho, acredito que sim. Tinha não só eu, e tinha grandes apoiadores, como Giovani Feltes, e respaldo para isso. Como não obtive sucesso, fico pensando que talvez não fosse o momento. Talvez venha em 2020. Se o cavalo passar, vou botar o pé e montar nele. Todo mundo tem seus desejos e ambições. Estou me preparando, estou no segundo mandato, estou na presidência, mas pretendo continuar e mostrar que posso ser o representante deles no Executivo. Preciso mostrar que sou capaz.

Jornal Repercussão – Onde o vereador acredita que o município precisa avançar?

Paulo Tigre – Vejo que o município precisa de um planejamento estratégico. Precisa pensar que tipo de cidade queremos. Campo Bom carece de espaço para crescer. Um item que precisamos melhorar é fazer com que as pessoas percebam que estão passando por Campo Bom quando transitam pela RS-239. Como vereador, estou tentando uma agenda com o Luciano Hang, da Havan, para convencê-lo a instalar uma de suas lojas às margens da RS-239. Conversei com ele durante a campanha, devido ao movimento pró-Bolsonaro. Acredito que transformar a RS-239 em um corredor de centros comerciais e novos empreendimentos é um caminho para o desenvolvimento.

Texto e foto: Deivis Luz

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