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Dorival Romera põe a gauderiada para dançar com os seus fandangos


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Sapiranga – Nome conhecido no cenário musical nativista gaúcho, o sapiranguense Dorival Romera visitou o Repercussão e anunciou que deu início aos preparativos para lançar o seu quinto CD de estúdio. “Estou trabalhando nele e a previsão de lançamento é no meio de 2019. É bem provável que nesse novo trabalho eu consiga uma participação especial com o músico Baitaca, que é um nome consolidado e reconhecido no Rio Grande e no país”, pondera Dorival.

Aos 46 anos, camaquasense de nascimento, mas que está há 25 anos em Sapiranga, conta que gosta de música desde guri. “Tenho um primo que é cantor em Camaquã e o meu gosto pela música vem desde pequeno, quando escutava muito Gildo de Freitas e Teixeirinha. Dei meus primeiros passos como cantor e compositor aos 30 anos, agora, faz 12 anos que atuo somente na música”, comenta Romera.



Para gravar as suas composições, Dorival Romera, aproveita a estrutura do Estúdio 2NZ, de Quatro Colônias, em Campo Bom, para mixar e masterizar os seus CDs. “Gravo no estúdio do Rosinei, do Coração Fandangueiro. Considero o trabalho autoral e preso muito pelas minha composições”, comenta.

“O Baitaca é um cara que sempre me espelhei”

Entrevista

Repercussão – De que forma a internet te ajuda na divulgação do seu trabalho?
Dorival Romera – A internet ajuda bastante. Muitas agendas de baile e para tocar em festas vem pela internet. Para divulgar ainda mais o meu trabalho, coloquei os meus DVDs também na internet. Os radialistas do interior do Estado, todos buscam minhas músicas em sites como o YouTube.

Repercussão – A música nativista e fandangueira possui muitos artistas de renome. Como é atuar neste nicho tão repleto de talentos?
Dorival Romera – Hoje em dia não está fácil. É tanto artista bom. Às vezes, as pessoas não vão atrás das coisas. Conheço exemplo de artistas de cidades próximas que gravaram e não divulgaram o próprio trabalho. Acharam que o sucesso iria na casa deles. Quando comecei a gravar, saía com uma sacola e vendendo nas casas das pessoas os meus CDs. Radialistas contam no ar que me conheceram vendendo CD de bicicleta.


Repercussão – E essa ligação com a família do Gildo de Freitas?
Dorival Romera – No meu primeiro CD eu fui na casa da família dele, em Viamão, e pedi autorização para gravar. Contei que desde guri eu aprecio o trabalho do Gildo e cantava na lavoura e quando andava a cavalo. A família se sensibilizou e me autorizou a regravei músicas deles mais de três vezes.

Repercussão – No teu último CD, de 2017, você conta com a participação do Baitaca….
Dorival Romera – O Baitaca é um cara que sempre me espelhei muito também. Todos os artistas se espelham em outros artistas. Escutei uma reportagem, certa vez, onde o artista dizia que havia se inspirado em Tônico e Tinoco, em Chitãozinho e Xororó, mas eu não! Eu sempre admirei o Baitaca porque é uma música fandangueira. Eu gravo as músicas que coloque o pessoal para dançar. Certa vez, entrei em contato com o Baitaca para gravar uma música dele. Aí, como não me conhecia, me passou o contato da gravadora. Tempo depois, em Taquara, me encontrei com ele e conversamos bastante. Depois, fui gravar um dos meus CDs e pedi para ele fazer uma participação comigo. Ele aceitou.

Jornal Repercussão – O que você procura destacar nas suas letras?
Dorival Romera – Canto muito as coisas do campo, do jeito que fomos criados, das histórias e lembranças da roça, de quando buscava água de balde na cacimba dentro do mato, do arroz socado no pilão, essas memórias.

Texto e fotos: Deivis Luz

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