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Comentário: Paz sem voz, não é paz, é medo!, por Rosa Leães,


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Por Rosa Leães, vereadora do PT de Nova Hartz Administradora, Esp. Em Educação, Esp. Gestão Saúde, Mestre em Diversidade, Cultural e Inclusão Social

Nova Hartz– Vivemos com medo de quem deveria nos proteger, a família e o estado, somos vítimas, mas tratadas como culpadas pelas diversas violências que sofremos. Temos visto o crescente índice de violência divulgado nos meios de comunicação e o sucateamento das estruturas que deveriam dar suporte as vítimas. Apesar das conquistas dos movimentos de mulheres, como a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, disque 180, Delegacia da Mulher, Procuradorias da Mulher, Centros de Referência, Conselhos da Mulher, patrulhas e outros, infelizmente minimizam e extinguem as políticas públicas na saúde, na assistência social, na educação, aumento do desemprego, a precarização do trabalho, a reforma da previdência e assim as mulheres tem sido as maiores vítimas do estado mínimo.



Segundo a ONU, o Brasil é o 5° país que mais mata mulheres no mundo e as armas de fogo são o principal meio, então diante do decreto assinado no último dia 15 pelo atual presidente, significa o aumento de mortes e violência da população em geral, mas especialmente das mulheres brasileiras. A presença de arma na residência é um dos elementos que levam a conceder medida protetiva para mulheres em todo o mundo. Não existir arma de fogo não faz com que o risco diminua, mas a presença de uma arma agrava os riscos de morte dizem os especialistas.

Menos de 10% das cidades brasileiras possuem DEAM (Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher), são 443 Delegacias em 5570 municípios, conforme indicadores de segurança pública até o momento tivemos mais de 107 casos de feminicídio no Brasil este ano. A luta por políticas públicas e serviços preparados para acolher e dar suporte as vítimas é urgente, mas temos a certeza de que a prevenção, a mudança da cultura acontece pela educação, um instrumento transformador e estratégico na luta contra a violência.


É preciso agir com sororidade, respeito, compreendendo mais e julgando menos as vítimas, pois muitas não buscam ajuda para sair da situação, por medo, insegurança, vergonha e falta de apoio. Devemos considerar ainda que a violência contra as mulheres é uma das principais formas de violação dos seus direitos humanos, atingindo-as em seus direitos à vida, à saúde e à integridade física e psicológica.

Nosso mandato luta contra a violência de gênero, considerada internacionalmente como um problema social. Avançamos com a criação do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, em 2018 com a Criação da Procuradoria da Mulher, aguardamos que seja sancionado nosso projeto que trata da prevenção a violência doméstica e feminicídio na rede de educação do município, lutamos pela vida das mulheres e meninas.

Nota da Redação: Opiniões e comentários publicados na página 2 da edição impressa, bem como reproduzidos neste meio digital, são de inteira responsabilidade do autor. Eventualmente poderão ser resumidos.

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