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Agroindústrias de Sapiranga aprimoram produção e estão fortes


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Sapiranga – Em meio à mata nativa, morros, encostas e outra dezena de pássaros e animais silvestres, está uma das seis agroindústrias de origem animal de Sapiranga. É na paisagem típica do meio rural, cercado pelo Rio Cadeia, na localidade de Picada Verão, que está o Sítio PP, especializado na produção de queijos coloniais. A propriedade, de dez hectares, pertencia ao reverendo, Floyd Eugene Grady, mas agora, quem comanda o local é a sua viúva, Marina Satoe Grady Lodwick e a filha de Floyd, a socióloga e professora universitária aposentada, Dora Grady Lodwick, 70 anos. Dora, aliás, comanda todo o processo de produção, mas a receita, é de sua madastra – Marina – que aprendeu a produzir os queijos após assistir o programa Globo Rural. “Logo depois, escrevi uma carta para a Secretaria de Agricultura, de São Paulo, e eles me enviaram um livro sobre derivados de leite”, relembra Marina.

Na década de 1990, Marina e uma funcionária do Sítio, ainda de forma artesanal e experimental, começaram as primeiras produções de queijo a partir do leite de uma vaca da raça Jersey. “No início, era para consumo próprio, mas sobrava muito leite, logo após nasceu um terneiro e assim fomos crescendo”, cita Marina. “Hoje possuímos 26 animais”, destaca Dora.



Processo é desenvolvido na propriedade

Um dos diferenciais da produção dos queijos é o processo de criação, alimentação e produção. “Todo o ciclo ocorre na nossa propriedade. Cultivamos o pasto e o milho. Cuidamos de tudo para que saibamos exatamente o que sai das vacas e não usamos coisas tóxicas. Não compramos leite de fora. Tudo é 100% da propriedade e orgânico”, valoriza Marina. Foram três anos até o Sítio PP obter o selo SIM (Selo de Inspeção Municipal).

Particularidades da produção

Atualmente, as raças que integram o rebanho leiteiro do Sítio PP são Jersey e Holandesa. Após a ordenha, inicia o processo de produção dos quatro tipo de queijos: colonial tradicional (chamado de meia cura), meia cura temperado com chimichurri e pimenta (sugestão de um cliente), minas frescal com leite desnatado e do tipo com ervas finas. “Neste modelo, conseguimos 1.000 litros de leite por semana, o que rende 100 queijos semanalmente. Por mês, temos 4 mil litros de leite que se transformam em 400 queijos. Uma parte pequena da produção do leite é vendido na forma pasteurizada em garrafas industrializadas”, pondera Dora. “A inspetoria veterinária ocorre sem aviso prévio nas propriedades. É necessário ver o ambiente do trabalho do cotidiano. Dessa forma, é possível ver a consciência de cada agricultor na produção de um ótimo produto, pois o cuidado e a higiene mostra a sua qualidade e o respeito com o próximo”, avalia o diretor de Agricultura de Sapiranga, Álvaro Haag.

Resultados ampliados em cinco vezes


Dora se criou em Mato Grosso, região Centro-oeste do Brasil, em um vilarejo com dois mil habitantes. Aos 18 anos, deixou o Brasil e foi estudar nos Estados Unidos. Tempo depois, se formou e passou a lecionar na Universidade de Cleveland, no Estado de Ohio. “Só voltava para visitar a família. A natureza sempre foi algo importante para mim, e uma das minhas especialidades é o meio ambiente, tecnologia e a população. Nossa propriedade foi comprada pelo pai para ser um centro de retiro das igrejas”, relembra Dora.

A casa de campo da Família Grady foi construída em 1917, e Floyd, foi o terceiro proprietário da área. “O pai procurou uma propriedade onde pudesse trabalhar e encontrou nesta região de Sapiranga o local que ele procurava”, comenta Dora.

Entre a produção dos queijos e a manutenção da propriedade, Marina e Dora possuem alguns passatempos. Enquanto Dora possui destreza e habilidade com as mãos sobre um piano Lauckner, que sempre acompanhou a família, Marina está aprendendo a tocar flauta e passou a frequentar aulas de piano. “O Floyd era pastor e a ideia de música e coral sempre foram paixões dele. Através de uma indicação de uma amiga japonesa que disse que era saudável tocar piano, me encorajei e estou apreendendo”, conta.

A participação na Feira do Agricultor de Sapiranga traz um importante retorno para o Sítio PP. “Depois das vendas de quarta e sábado, não sobra nada e temos que refazer tudo novamente. Com as orientações da Secretaria de Agricultura de Sapiranga, o retorno financeiro multiplicou por cinco para nós”, valoriza Dora.

“Fizemos com menos sal do que as pessoas fazem. Nosso senso de valores é que queremos trazer algo saudável para a comunidade”

Dora Grady Lodwick, 70 anos

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