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1ª Feira de Produtos Orgânicos Certificados na Festa da Colônia 2018

SENAC Novo Hamburgo

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Sapiranga – Um dos setores que mais têm avançado em Sapiranga e região nos últimos anos é a agricultura orgânica. Como o nome diz, esses produtores não utilizam defensivos agrícolas ou agrotóxicos, o que transforma as verduras, hortaliças e frutas cultivadas por pouco mais de seis agricultores familiares de Sapiranga – e mais um de Campo Bom – diferenciados. “Este é um trabalho que desejamos que evolua e produza mais. A Emater, através do Mateus, promove todo o acompanhamento técnico, do preparo do solo e tem se envolvido muito nesta área. Agora, que temos uma lei que permite o incentivo, queremos contribuir para o crescimento deles, destaca o secretário de Agricultura, Valdes Cavalheiro.

Mateus Farias de Mello, responsável pela Emater, em Sapiranga, vai além. “Esse trabalho objetiva a sustentabilidade e tem como meta cuidar da comunidade. Buscamos além do aprimoramento técnico do agricultor, a necessidade dele cuidar o alimento que é produzido para a comunidade” explica.

Guilherme Pilger


Os pilares da agricultura orgânica e o seu papel transformador

A campo-bonense e arquiteta de formação, Alice Martins, desde 2013, se dedica à produção agroflorestal de frutas e ervas medicinais orgânicas. “Hoje, estou trabalhando somente como agricultora familiar. Somos os primeiros, em Campo Bom, a receber o certificado de produtores orgânicos no município”, valoriza Alice, que entende ser fundamental o Poder Público sensibilizar e incentivar, cada vez mais, a cultura dos alimentos orgânicos.

Sem tradição no meio rural, Alice se integrou à OCS Ferrabraz (organização que certifica produtores de orgânicos e que engloba agricultores ainda de Sapiranga e Araricá), a pouco mais de três anos. “Desde que iniciamos na OCS Ferrabraz, sempre focamos na produção de orgânicos. Dentro da OCS, queríamos uma participação mais forte das mulheres, e assim, o grupo viu o meu perfil e fui eleita a presidente. Foi uma votação cooperativa e coletiva. Entendo que é necessário ter uma visão global do todo. O mundo todo está em um turbilhão. Olha o nosso exemplo. Em Campo Bom, a maioria dos agricultores são de Lomba Grande. Estamos na várzea do Rio dos Sinos e há poucos agricultores”, avalia Alice.

O responsável pela Emater de Sapiranga destaca que é necessário criar circuitos curtos de comércio entre agricultores e a comunidade, para a região produzir seus próprios alimentos. “Não podemos pensar somente em botar fora, distribuir e sujar o meio ambiente”, avalia.

Avaliações

Mateus Farias de Mello,da Emater de Sapiranga
“A inteligência leva ao cuidado com a comunidade e o território. Esse trabalho dos orgânicos transcende a agricultura e a atividade econômica. Estamos em uma rede de cuidado da região. Nossos pilares envolvem o social, o econômico, o ambiental, o político, o organizacional, o ético e o cultural.”

Valdes Cavalheiro, secretário de Agricultura de Sapiranga
“Agora, podemos contribuir com os produtores que estão produzindo. Nossa ideia é inaugurar a Feira de Produtos Orgânicos com a abertura do novo prédio da Feira do Agricultor, que deve ocorrer no início de 2019”.

Sapiranga abrigará a primeira feira de orgânicos certificados no Vale do Sinos e que ocorrerá uma vez por semana

Junto à Festa da Colônia de Sapiranga, ocorrerá a 1ª Feira de Produtos Orgânicos Certificados. “Nossa lei criou um espaço para a venda desse tipo de produto. Quando o novo pavilhão da Feira do Agricultor ficar pronto, a sexta-feira será o dia dos orgânicos”, assegura Valdes.

Para Mateus Farias de Mello, estamos aqui como civilização. “É necessário preservar os aspectos do meio ambiente, que são vitais para nossa sobrevivência e para a dos nossos filhos e cidadãos que vão viver daqui há anos nesse território. Temos que fazer isso para assegurar o futuro, e que mais adiante, aponte e revele que existiu pessoas que estavam preocupadas em cuidar das pessoas e das condições de vida daqueles que estão aqui e daqueles que vão nascer”, avalia Mateus.

A presidente da OCS Ferrabraz valoriza a atuação da OCS. “Tenho uma atuação dividida entre a produção, o cuidado com a minha horta, mas o engajamento com as atividades da OCS e de feiras que participo também é grande”, comenta Alice.

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