Campo Bom – Inspirado na chegada da Primavera, um novo mural vai transformar a paisagem urbana de Campo Bom. Intitulada “Florescer”, a obra será instalada em uma área próxima ao Largo Irmãos Vetter, entre a Praça João Blos e o Espaço Cultural Dr. Liberato.
O mural será assinado pelo artista visual Kelvin Koubik, natural de Porto Alegre e formado pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A proposta é representar a floração, a vida e a renovação por meio de diferentes espécies, cores e formas, criando a sensação de um jardim em meio à arquitetura do centro da cidade.
Entre os elementos que estarão em destaque está a astromélia, que surge em meio ao concreto como símbolo de vínculos que permanecem e resistem ao tempo. A composição também terá a orquídea Cattleya, flor-símbolo de Campo Bom, reforçando a relação da obra com a identidade do município.
A pintura também terá relação com a arquitetura do espaço, com formas e recortes que funcionam como pequenas janelas para outras paisagens. A iniciativa integra o projeto Galeria a Céu Aberto, instituído pela Lei Municipal nº 5.634.
A arte tem o poder de transformar
O prefeito Giovani Feltes destaca que a arte pode transformar um espaço. “Queremos que Campo Bom seja cada vez mais uma cidade onde as pessoas tenham orgulho de viver, circular e conviver. A arte tem esse poder de transformar os espaços, despertar sentimentos e também contar um pouco da nossa identidade. O Galeria a Céu Aberto vem justamente para levar a arte para o cotidiano das pessoas e tornar a nossa cidade ainda mais bonita, viva e acolhedora”, destaca.
Conheça o artista
O artista visual Kelvin Koubik iniciou sua trajetória na arte urbana aos 13 anos. Aos 36, prestes a completar 37, já soma mais de 20 anos de atuação na área. Nos últimos 12 anos, passou a se dedicar também à produção de murais de grande dimensão e projetos de arte pública.
A escolha pela arte pública está relacionada à possibilidade de ampliar o acesso da população à produção artística. Para Koubik, estar na rua permite que o trabalho alcance pessoas que nem sempre frequentam museus ou galerias. “Eu escolhi trabalhar com arte pública justamente pela acessibilidade que ela coloca para a população. O simples fato de ela estar exposta na rua de forma gratuita, um novo espaço de contemplação, de pensamento, já é algo que, para mim, é muito importante”, comenta.
Ao longo da trajetória, o artista já realizou trabalhos em diferentes regiões do Brasil e também em outros países, como Grécia e Catar. Para ele, cada novo local onde consegue apresentar sua arte tem um significado especial, principalmente quando o trabalho chega a públicos fora dos grandes centros. “A descentralização é outra palavra que, para mim, também é importante. Então, estar saindo dos grandes centros e chegando a outros públicos é algo que eu fico muito feliz, muito contente. E, por isso, é uma honra estar pela primeira vez aqui em Campo Bom”, finaliza.

















































