País – Neste domingo (4), os eleitores votam para escolher quem será o novo presidente, governador, senadores e deputados estaduais e federais. Um diferencial do pleito deste ano é que o eleitor votará em dois candidatos ao Senado no Rio Grande do Sul.
Para esclarecer a diferença e deixar a comunidade pronta para votar de forma correta, conversamos com dois profissionais da Universidade Feevale e das Faculdades Integrandas de Taquara (Faccat).
O cientista político da Universidade Feevale, Everton Rodrigo Santos, conta que sempre é feito o revezamento da eleição ao cargo. “O Senado Federal sempre renova suas cadeiras de forma alternada. Em uma eleição, cada estado elege um senador, na eleição seguinte, elege dois senadores. Isso acontece porque cada estado tem três senadores com mandatos de oito anos, e a renovação ocorre em 1/3 e 2/3 das vagas, alternadamente”, explica.
O mestre docente em sociologia com ênfase em ciência política da Faccat, Claudecir Barbosa, reforça que essa forma de votação ocorre desde a constituição de 1988. “A importância disso ocorrer dessa forma é de que eles conseguem, então, fazer uma avaliação das políticas para o Estado; eles trabalham para o Estado”, complementa o professor. Neste ano, do total de 81 cadeiras de senador, 54 estarão em disputa (duas para cada estado e para o Distrito Federal).
Suas decisões impactam o país
O cientista político da Feevale exalta a importância da comunidade pesquisar e ser consciente na hora de escolher os novos senadores. “O senador da República tem papel importante na elaboração de leis nacionais, fiscalização do Governo Federal e aprovação de autoridades, como ministros de tribunais superiores. Suas decisões impactam diretamente áreas como saúde, educação, segurança, economia, inclusive eles podem pedir o impeachment de ministros da Suprema Corte”, disse Everton.
Nova avaliação das políticas a nível nacional
Claudemir destaca a função e representatividade. “O nosso Poder Legislativo é chamado de bicameral: temos a Câmara dos Deputados e a Câmara do Senado. São dois órgãos que fazem parte do mesmo poder. A função do senador é fazer uma retomada das pautas aprovadas no Congresso e, que muitas vezes, vem do Executivo e eles fazem uma nova avaliação dessas políticas a nível nacional, mas sempre com o foco no seu Estado. Eles também são, em tese, a representação do poder dos seus Estados na União”, disse o professor da Faccat.










































