Região – Uma vaga desperdiçada por um paciente pode significar mais tempo de espera para outra pessoa que necessita de atendimento. Em agosto, foram registradas 11.885 faltas, em horários agendados nos serviços de saúde em 10 municípios dos vales do Sinos e Paranhana.
Dados compartilhados pelas prefeituras mostram que, ao longo do mês, foram registrados 141.189 atendimentos agendados. O cenário chama atenção para a necessidade de acompanhar o número de faltas e buscar formas de reduzir as ausências.
Entre as medidas adotadas pelas prefeituras estão campanhas de conscientização, lembretes de consultas e acompanhamento dos números por unidade ou serviço. A proposta é estimular o paciente a se organizar para o atendimento e comunicar a unidade caso não possa comparecer. “As equipes trabalham constantemente nessa conscientização junto à população, buscando reduzir as faltas e melhorar o aproveitamento das agendas”, destaca Janete Hess, secretária de Saúde de Sapiranga. A orientação das prefeituras é que o paciente comunique previamente a unidade quando não puder comparecer.
Os registros mostram que as especialidades com maior número de faltas mudam de acordo com o município. Em Rolante, os principais registros estão nas consultas de clínico geral, odontologia e ginecologia. Em Nova Hartz, médico da família, psicologia e odontologia aparecem entre as áreas com mais ausências. Taquara aponta psicologia e clínico como os atendimentos com maior número de faltas. Em Araricá, o maior número de faltas está entre atendimentos médicos, psicologia e odontologia. Em Igrejinha, os dados também acompanham faltas em diferentes especialidades, como odontologia, clínico geral, ginecologia, pediatria, psicologia e fisioterapia.
Em Igrejinha, o “faltômetro” é divulgado pelos meios de comunicação, enquanto um aplicativo envia lembretes das consultas 24 horas antes. Em Nova Hartz, a SUSI, assistente virtual de inteligência artificial pelo WhatsApp, auxilia na gestão de consultas e exames do SUS, facilitando o contato com os usuários.
Estamos sempre fazendo campanhas em meios de comunicação, divulgando o “faltômetro”. Além disso, temos um aplicativo de agendamento de consultas, e com isso reduzimos o número de faltas de 12% para 9% em atendimento de clínico geral”. Vinicio Wallauer, secretário de Saúde de Igrejinha.
É muito importante que o paciente compreenda que essa falta gera um transtorno para as unidade de saúde, pois cada consulta ou exame do dia é parte de todo um sistema de saúde voltado para a população”. Janete Hess, secretária de Saúde de Sapiranga.

















































