Campo Bom – Internada há quase um mês no Hospital Lauro Reus, de Campo Bom, Maria de Fátima da Silva, 70 anos, aguarda uma cirurgia de alta complexidade na coluna. Segundo familiares, ela caiu da cama durante a madrugada de 7 de julho, quando tentou pegar outra coberta. O pé teria enroscado em um cobertor e provocando a queda.
Inicialmente, Maria foi levada ao hospital, onde passou por um raio-X que, conforme a família, não identificou a fratura. Ela recebeu medicação para dor e foi liberada. Como as dores persistiram e ela passou a ter dificuldade para se movimentar, os familiares buscaram atendimento particular e pagaram cerca de R$ 2 mil por uma ressonância de urgência. O exame apontou lesões na coluna cervical, nas regiões de C3 e C5.
Após o resultado, Maria retornou ao Hospital Lauro Reus e foi internada. De acordo com familiares, ela permanece praticamente imóvel, utilizando colar cervical e fraldas, e apresenta dificuldades para se alimentar. A família também relata gastos com fraldas e cuidadora, enquanto os quatro filhos e noras se revezam nos cuidados. A família ingressou na Justiça no início de agosto para tentar agilizar a transferência para realizar a cirurgia.
Como está a situação
Procurada, a prefeitura informou que a situação é tratada junto ao Hospital Lauro Reus e que a Secretaria de Desenvolvimento Social não disponibiliza fraldas; o serviço é realizado pela Farmácia do Estado.
O Hospital Lauro Reus informou que Maria aguarda por neurocirurgia de alta complexidade pelo sistema de regulação e que busca uma vaga em hospitais de referência da região, ainda sem aceite.
Já a Secretaria Estadual da Saúde informou que não pode fornecer dados de casos específicos por conta da Lei de Proteção de Dados e explicou que os pacientes são regulados conforme avaliação técnica e critérios de prioridade. A orientação é que familiares acompanhem o pedido junto ao hospital ou município e comuniquem ao médico assistente qualquer piora no quadro.
PEDIDO POR AJUDA
É bem complicado ver a mãe nessa situação. A gente sempre estava em casa, tomando chimarrão juntos, conversando e rindo. Então, ver ela assim, é muito ruim. Mas temos que continuar lutando. Esperamos que Deus nos ajude”. Elias da Silva, filho
Eu cuido mais nos finais de semana, e os filhos ficam com ela à noite. Sempre precisa ter alguém por perto, porque ela é totalmente dependente. Precisa de ajuda para comer, tomar os medicamentos, trocar de roupa, enfim, para tudo. Então, a gente queria uma ajuda para agilizar o processo”. Gabriela Alves da Silva, nora

















































