A Corsan lançou nesta segunda-feira (15), em Estância Velha, o Projeto Elo Verde, iniciativa que integra saneamento, biodiversidade e economia circular para fortalecer a recuperação ambiental no Rio Grande do Sul. O programa foi inaugurado com a abertura do primeiro Viveiro Elo Verde e prevê a implantação de novas unidades em Alegrete, Passo Fundo, Santa Maria e Rio Grande.
Com investimento aproximado de R$ 2,5 milhões, a rede de viveiros terá capacidade para produzir até 50 mil mudas nativas por ano. As plantas serão destinadas à recuperação de áreas degradadas, compensações florestais, arborização urbana e projetos desenvolvidos em parceria com os municípios.
O principal diferencial do projeto é o aproveitamento de recursos gerados pelo próprio sistema de saneamento. Parte do lodo proveniente do tratamento de esgoto, após processamento técnico e em conformidade com a legislação, poderá ser utilizada na composição de substratos e fertilizantes para o cultivo das mudas. A irrigação será feita com água de reuso produzida pelas estruturas operacionais da companhia.
Segundo a Corsan, a iniciativa estabelece um ciclo sustentável em que o saneamento fornece insumos para o desenvolvimento das árvores, enquanto a vegetação contribui para a proteção de nascentes, a recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento dos ecossistemas.
Durante o lançamento, o prefeito de Estância Velha, Diego Francisco, destacou os benefícios da parceria para o município. “Estância Velha é privilegiada com essa parceria com a Corsan, pois temos essa Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) no município, recebemos investimentos na cidade e agora, então, o primeiro viveiro de mudas. Sabemos que muitos outros ainda virão, mas o primeiro está sendo entregue aqui em Estância Velha”, afirmou.
A diretora de Sustentabilidade da Corsan, Liliani Cafruni, ressaltou a ampliação do papel do saneamento na agenda ambiental. Segundo ela, o projeto demonstra como diferentes etapas do processo podem gerar benefícios ambientais, ao transformar resíduos em fertilidade, água de reuso em crescimento e mudas nativas em proteção dos rios e da biodiversidade.
Os viveiros produzirão espécies nativas dos biomas Pampa e Mata Atlântica para ações de restauração ambiental e arborização urbana. Além da produção de mudas, os espaços também funcionarão como centros permanentes de educação ambiental, recebendo escolas, comunidades e instituições para atividades voltadas à preservação dos recursos naturais e à conscientização sobre a importância do saneamento.
Com o Projeto Elo Verde, a Corsan amplia sua atuação ambiental ao integrar recuperação de ecossistemas, economia circular e proteção dos recursos hídricos em uma mesma estratégia de sustentabilidade.





















































