Região – De quatro em quatro anos, a Copa do Mundo de futebol mobiliza torcedores em todos os cantos do país. Entre comemorações, rivalidades e momentos históricos, a competição se consolidou como o maior evento esportivo. Até mesmo quem não acompanha futebol se envolve em uma atmosfera única, capaz de acelerar os batimentos, prender a respiração e transformar cada lance em uma explosão de emoções.
Há os gritos de incentivo, as comemorações que ecoam após um gol e o silêncio angustiante nos momentos decisivos.
Neste ano, Estados Unidos, México e Canadá recebem a maior Copa do Mundo de todos os tempos, reunindo 48 seleções. Após 24 anos sem conquistar o título, o Brasil inicia mais uma jornada em busca do hexacampeonato, renovando a esperança de milhões de torcedores espalhados pelo país.
Em meio a esse clima de expectativa, o Grupo Repercussão reuniu histórias de pessoas que tiveram o privilégio de ver a Seleção Brasileira levantar a taça. Entre lembranças inesquecíveis e emoções que resistem ao tempo, elas mostram por que a Copa do Mundo é muito mais do que futebol.
Porque, como diz a música “Mostra Tua Força, Brasil”, “só a gente tem as cinco estrelas na alma verde e amarela”. E é com essa alma, carregada de esperança e paixão, que o torcedor brasileiro volta a acreditar: chegou a hora de buscar o hexa.
Figurinhas que unem gerações
Entre os destaques da Copa estão as figurinhas, que vão muito além de um simples pedaço de papel: elas representam união, diversão, nostalgia e aquela ansiedade que faz o coração bater mais forte ao abrir os pacotes na esperança de finalmente encontrar a figurinha tão desejada, uma troca que une gerações. Com essa proposta, o Grupo Repercussão e as Lojas Clip mantêm mais uma parceria especial, promovendo todos os sábados, a partir das 9h, um espaço para a troca de figurinhas nas unidades da Clip em Sapiranga, Campo Bom, Taquara e Igrejinha.
Silvane, de Campo Bom, e Pedro, de Sapiranga, pai e filha
Com expectativas em alta, Silvane Maciel torce para ver o Brasil ser campeão de novo. “Torcendo muito pelo hexa e, se possível, na final, com gol do Neymar”, diz ela, que aos 39 anos já vivenciou as Copas de 1994 e 2002. Ela recorda da família ajoelhada durante os pênaltis até a conquista do título de 94. “Saímos correndo pelas ruas gritando: ‘É campeão!’. Teve muita festa, fogos e buzinaço”, conta, acreditando que o futebol de antigamente era mais apaixonado. “Dava gosto ver, todos temiam quando sabiam que iam jogar contra o Brasil”, finaliza.
Cinco estrelas na camisa, cinco títulos na memória. Pedro Moreira, 83 anos, acompanhou cada conquista da Seleção Brasileira. Aos 15 anos, desfrutou do primeiro título. Ele relembra que as primeiras Copas ouviu pelo rádio, ao lado da família. Após as vitórias, saía correndo, gritando pela casa e depois comemorava com os vizinhos. Com a chegada da televisão, a emoção se tornou ainda mais especial. “No rádio só escutamos a voz e precisamos imaginar. Na TV conseguimos ver tudo acontecendo, a dividida de bola, torcer, tudo fica mais emocionante”, comenta.
Morador de Taquara, Adão Ribeiro Avila, 75 anos
Ao longo de 75 anos, Adão Ribeiro Ávila viu a Seleção Brasileira se transformar na maior campeã do mundo, com cinco títulos conquistados. De todas, a que fez seu coração bater mais forte foi a de 1970, lembrança que carrega com carinho até hoje. Ele conta que naquela época as pessoas saíam de seus trabalhos para assistir aos jogos, e a disputa final foi ainda mais especial, com o Brasil se tornando tricampeão. “Todo mundo pulando, vibrando. Tu voltava feliz para o serviço, para trabalhar de novo”, lembra. Para esta nova geração, Adão deseja que eles possam ter a experiência de gritar “é campeão”. “Que esta nova geração possa ver o Brasil conquistar mais um título”, diz ele.
Morador de Sapiranga, Raul Ferreira da Rosa, 59 anos
Aos 59 anos, Raul da Rosa teve a oportunidade de ver o Brasil ser campeão do mundo em 1994 e 2002, mas a que mais o marcou foi a de 94. “Foi uma emoção muito grande e uma sensação que jamais tinha sentido”, conta, lembrando que naquele dia, estava em casa, ao lado dos pais e das irmãs, assistindo ao jogo e participando de um momento que entrava para a história. “Nunca mais esqueci deste momento, ficou marcado”, completa. Além de assistir às partidas pela TV, ele pôde ver de perto um jogo da Copa do Mundo de 2014, no Estádio Beira-Rio, entre Alemanha e Argélia. A experiência trouxe um sentimento único para um amante do futebol, que pôde realizar esse sonho.














































