Região – O ndulações, desníveis e verdadeiros degraus no asfalto da RS-239 têm chamado a atenção de quem trafega diariamente pela rodovia e reacendido o debate sobre a segurança viária em um dos principais corredores de ligação entre os vales do Sinos e Paranhana.
Mesmo tendo passado por recapeamento há menos de um ano, o trecho entre os quilômetros 14 e 29 apresenta pontos onde o pavimento cedeu, exigindo atenção redobrada dos motoristas, especialmente em dias de chuva ou à noite. Durante trajeto realizado pela equipe do Grupo Repercussão, foi possível identificar irregularidades que obrigam condutores a reduzir bruscamente a velocidade, aumentando o risco de acidentes, principalmente envolvendo motociclistas e veículos de carga.
O presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luís Fernando Pereira Vanacôr, explica que os problemas não estão relacionados a falhas na aplicação do asfalto, mas, sim, a fragilidades estruturais da base da pista. Segundo ele, o método adotado prevê etapas justamente para identificar esses pontos. “Aplicamos uma camada provisória para que o tráfego e a chuva mostrassem onde havia problemas estruturais. Em 15 quilômetros surgiram 22 pontos, menos de um por quilômetro, e agora vamos fazer o rescaldo final antes da sinalização definitiva”, afirmou.
De acordo com a EGR, a programação das correções para o período pós-Carnaval buscou evitar interferências no fluxo intenso de veículos registrado durante o feriado.
Irregularidades no pavimento
Durante o trajeto realizado pela equipe do Grupo Repercussão, foram observados pontos onde o asfalto apresenta ondulações acentuadas e degraus perceptíveis, especialmente próximos às bordas da pista. Em alguns locais, como em Campo Bom e Novo Hamburgo, a diferença de nível surpreende motoristas, exigindo freadas repentinas ou desvios rápidos. A situação é ainda mais crítica para motociclistas e veículos pesados. A irregularidade do pavimento compromete o conforto e a segurança de quem utiliza a rodovia diariamente, exigindo atenção redobrada dos motoristas, especialmente em trechos onde o desnível surge de forma abrupta.
Contrato de manutenção
A EGR informou que a empresa responsável pelo recapeamento segue atuando no trecho por meio de um contrato de manutenção ativo entre Novo Hamburgo e Riozinho. Não haverá necessidade de nova licitação. “A atuação por etapas permitiu que a rodovia permanecesse liberada ao tráfego, com a equipe de conservação realizando intervenções pontuais para evitar o surgimento de buracos até a mobilização definitiva das máquinas para os reparos estruturais”, explicou Vanacôr.
Correções na rodovia têm prazo definido
Segundo a EGR, o início das correções foi programado para após o Carnaval, em razão do aumento significativo do fluxo de veículos durante o feriadão, especialmente em direção ao Litoral Norte. A mobilização de máquinas em apenas um ou dois dias úteis poderia causar transtornos desnecessários aos motoristas.
Até o início das obras, conforme se comprometeu a empresa, os pontos seguem sendo monitorados e mantidos pela equipe de conservação. “Após a conclusão dos reparos e da implantação dos sistemas de drenagem, será realizada a sinalização definitiva, encerrando o processo de recuperação do trecho com acompanhamento da EGR e avaliação contínua do pavimento”, disse o presidente.
O que diz a EGR
Presidente da EGR, Vanacôr explica a estratégia adotada no recapeamento. “Não é falha na execução do asfalto. O problema está nas camadas inferiores, principalmente nas áreas próximas às bordas, onde há maior infiltração de água. A estratégia foi permitir que essas fragilidades aparecessem para que o reparo fosse definitivo. Agora, além do conserto, vamos implantar drenos nesses pontos para evitar que o problema volte a ocorrer”, disse o presidente.


















































