Região – Um ciclone incomum e muito intenso chega entre segunda (8) e quinta-feira (11), com potencial para provocar chuva excessiva, temporais e ventos ciclônicos por várias horas seguidas.
O sistema chama atenção por sua força fora de época, pela formação sobre o continente, pela pressão muito baixa e pelo deslocamento lento, o que aumenta os riscos. Modelos indicam que a pressão no centro do ciclone pode ficar entre 985 hPa e 990 hPa, valores raríssimos no Estado e os menores desde o furacão Catarina, embora este fenômeno não seja um furacão. O ciclone se intensifica sobre o estado entre terça e quarta, período em que deve ficar praticamente estacionado ou avançar lentamente, mantendo o tempo instável por quatro dias seguidos.
A chuva se espalha já na noite de segunda (8), com risco de volumes isolados extremamente altos, podendo atingir entre 150 mm e 300 mm em poucas horas em pontos do Estado, o que favorece alagamentos, enxurradas, transbordamento de arroios e deslizamentos. A atmosfera muito quente antes da chegada do sistema aumenta ainda mais a instabilidade. Além da chuva, o ciclone deve gerar uma onda de temporais, principalmente na terça (9), com chance de vendavais, granizo, e até a possibilidade isolada de tornados devido à pressão muito baixa e à alta rotação na atmosfera.
Os ventos começam a se intensificar na noite de terça (9) e atingem o pico na quarta (10), afetando sobretudo o Sul e o Leste gaúcho, incluindo áreas litorâneas.
Na madrugada e manhã de quinta (11), o ciclone começa a se afastar, mas rajadas fortes ainda podem ocorrer na costa. A MetSul reforça que esta será uma semana de atenção máxima no Rio Grande do Sul, com atualizações constantes devido ao comportamento incomum e à intensidade do sistema.


















































