Região – No podcast Além da Hora, do Grupo Repercussão, a gerente de Relações Institucionais da Corsan, Cintia Kovaski, explicou de forma detalhada como funciona a cobrança do tratamento de esgoto e quais são os critérios legais para que os municípios alcancem as metas do novo marco do saneamento. Ela ressaltou que a taxa só passa a ser cobrada quando o sistema está implantado, operando e disponível para ligação, seguindo regras federais e municipais. Antes disso, equipes técnicas e sociais percorrem os bairros para orientar os moradores sobre como preparar o imóvel, evitar retornos internos e garantir que a conexão seja feita com segurança.
Cintia também reforçou que, embora muitas cidades da região ainda tenham baixa cobertura de esgoto tratado, as obras estão em expansão. Em municípios como Sapiranga, Campo Bom e Estância Velha, projetos já estão em execução, e novas frentes serão abertas conforme a maturidade dos estudos de engenharia. Segundo ela, o impacto ambiental e sanitário da coleta e do tratamento é significativo, já que corpos d’água deixam de receber esgoto bruto.
A gerente destacou que a regulamentação dos poços artesianos é uma exigência estadual, criada para evitar contaminação e garantir segurança no abastecimento. Segundo ela, a Corsan apenas segue as determinações vigentes e orienta os municípios sobre os procedimentos corretos.
Poços devem ser regularizados
Cintia reforçou que a Corsan atua de forma alinhada com os municípios e que cada etapa é planejada para evitar riscos de contaminação ou mau funcionamento. “Poços precisam ser regulares, lacrados e monitorados. O problema não é ter poço, é ter poço sem controle”, afirmou. Sobre o esgoto, ela lembrou que o tratamento previne doenças e melhora a qualidade ambiental. “É investimento que retorna para a saúde pública”, disse.
Promessa de conversa com a comunidade para tirar dúvidas
A gerente ressaltou que os investimentos em saneamento movimentam diversos setores ao mesmo tempo, influenciando desde a saúde até a valorização imobiliária.
Ela explicou que cada obra precisa respeitar etapas técnicas para garantir estabilidade ao sistema, evitando riscos de retorno ou sobrecarga. O cronograma da Corsan, segundo Cíntia, busca equilibrar expansão e segurança operacional.
Outro ponto enfatizado por ela é o diálogo com a comunidade. A gerente afirmou que “saneamento envolve mudanças culturais e exige orientação constante para que a população entenda a importância do serviço”.
A companhia, segundo ela explicou, continuará realizando esclarecimentos sempre que necessário, acompanhando as demandas específicas de cada município e ajustando ações conforme a realidade local. E em caso de dúvidas, usuários podem entrar em contato pelos canais de comunicação oficiais da Corsan.


















































