Sapiranga – No último dia 16 de outubro, o Grupo Repercussão promoveu mais uma edição do podcast Além da Hora, reunindo lideranças do cenário político e da segurança pública do país. O deputado federal Luciano Zucco, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, debateram desafios da segurança, combate ao crime e políticas de prevenção. Zucco ressaltou a importância da união da direita, defendendo um projeto de nação coeso e lideranças fortalecidas para retomar o desenvolvimento do Brasil. O bate-papo também destacou experiências de São Paulo que podem servir de referência, evidenciando integração policial e uso de tecnologia estratégica.
Zucco reforça união da direita e defende projeto de nação coeso
Repercussão – Deputado Zucco, o senhor participou de um evento voltado à segurança pública em Sapiranga. Na sua avaliação, qual é a importância de estados terem polícias bem estruturadas e equipadas?
Tenente-coronel Zucco – Sem dúvida, é fundamental. A segurança pública precisa funcionar de forma integrada. Hoje, tivemos aqui um evento com mais de 50 secretários e integrantes de forças de segurança. O secretário Derrite apresentou o Muralha Paulista, um modelo de eficiência, com reconhecimento facial, leitura de placas e atuação até na Dark Web. Com tecnologia e inteligência, o combate ao crime se torna muito mais eficaz e preventivo.
Repercussão – São Paulo tem sido exemplo nacional em segurança. O que o senhor destaca como mais importante no modelo paulista e o que poderia ser aplicado também no Rio Grande do Sul?
Tenente-coronel Zucco – São Paulo é praticamente um país dentro do país e, mesmo assim, consegue reduzir índices de criminalidade. Isso se deve ao comando do Derrite, ao trabalho conjunto da PM, Polícia Civil e Guardas Municipais. Lá há investimento, valorização e integração. As guardas têm estrutura e efetivo, muitas vezes maior que o da própria polícia. Esse é o caminho: tecnologia, união e gestão eficiente.
Repercussão – O senhor tem falado sobre a necessidade de união da direita em torno de um projeto de nação. O que falta para que essa articulação política aconteça de forma mais sólida e efetiva?
Tenente-coronel Zucco – Nós temos um projeto de nação que depende da união da direita. O presidente Bolsonaro formou lideranças em todos os estados: Tarcísio, Deltan, Nicolas, Sanderson e tantos outros. Hoje, há um time forte, mas é preciso ouvir Bolsonaro, definir logo um nome e agir com coerência. O Brasil precisa de estabilidade, planejamento e líderes comprometidos com o futuro do país.
Repercussão – Dentro dessa articulação, há algum nome que o senhor acredita reunir as condições para representar essa direita unida nas próximas eleições presidenciais?
Tenente-coronel Zucco – Tenho grande admiração pelo governador Tarcísio, meu amigo há 33 anos. É um gestor técnico e humano, que mostra resultados concretos. Se for escolhido, ficarei feliz. Mas há outros nomes fortes — Michelle, Flávio e Eduardo Bolsonaro, por exemplo. O importante é que essa definição aconteça logo, para que a direita apresente um projeto sólido e tire o país desse momento de instabilidade.
São Paulo é modelo de segurança
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, ressaltou o poder da integração e da inteligência policial ao citar um dos feitos mais emblemáticos de sua gestão. “Nós conseguimos acabar com a Cracolândia depois de dois anos de intensas operações e trabalho de inteligência. As pessoas achavam que isso era impossível acontecer, mas mostramos que, com planejamento, tecnologia e união entre as forças de segurança, é possível transformar realidades e devolver dignidade à população”.


















































