Sapiranga – O escritor Jesiel Dias idealizou um projeto inédito que une fé e tradição: a Bíblia do Gaúcho. A proposta é apresentar as principais histórias bíblicas no jeito de falar, sentir e viver do povo do Rio Grande do Sul, alcançando milhões de pessoas por meio da linguagem regional.
A obra será composta por sete livros ilustrados, todos escritos em versos rimados que resgatam a poesia da cultura gaúcha. O primeiro volume, intitulado Sétimas do Livro Santo, já foi lançado e traz um resumo da narrativa bíblica, de Gênesis ao Apocalipse, dividido em quatro partes: Criação, Queda, Redenção e Consumação.
O texto rimado de Jesiel foi enriquecido por 80 ilustrações do artista Augusto Marques, que dão vida às passagens e ajudam o leitor a mergulhar ainda mais na mensagem. O autor explica que o objetivo é tornar a leitura acessível e próxima, permitindo que o evangelho seja transmitido de forma culturalmente significativa, especialmente para quem se identifica com a tradição gaúcha.
Com a iniciativa, Jesiel pretende aproximar a Palavra de Deus do coração do povo, preservando o dialeto regional e mostrando que a fé também pode ser vivida através da identidade e das raízes culturais do Rio Grande do Sul.
Uma trajetória de música e poesia
Jesiel Dias é poeta, escritor e compositor, casado com Lana e pai de Paulo e Pedro. Natural da Serra Gaúcha, é filho de missionários plantadores de igrejas, Sady José Dias e Auria Steil Dias, de quem herdou a fé e o amor pelo serviço cristão. Trabalhou no mercado corporativo até 2018, quando decidiu se dedicar integralmente à missão de traduzir a Palavra de Deus para o dialeto nativo da cultura gaúcha, aproximando a mensagem bíblica da identidade regional.
Como escritor, já publicou Enraizado (2022), Mateando (2023) e Palavras que Curam (2025), tendo a Bíblia do Gaúcho como seu quarto grande projeto literário.
Na música, soma seis álbuns gravados, reunidos na discografia Desencilha. Reconhece-se como um “poeta cantador”, que valoriza a simplicidade e a leveza da poesia para unir gerações, contextos e saberes, trazendo para a mesma mesa o peão e o doutor, sempre com a força do verso rimado e o orgulho de manter viva a tradição gaúcha.
Por Diego Ignácio



















































