Campo Bom – Na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Campo Bom, realizada na noite de segunda-feira (18), a pauta dos poços artesianos foi tema central de discussão. O vereador Paulo Santos Silveira (MDB) destacou a preocupação com os moradores que receberam notificações relacionadas ao uso de poços instalados há décadas, muitos deles em propriedades familiares. Segundo ele, a principal queixa se refere aos valores cobrados e às dificuldades encontradas para regularizar a situação.
A presença da gerente institucional da Corsan, Cíntia Kovaski, trouxe esclarecimentos sobre a atuação da companhia. Ela explicou que a Corsan não é responsável pela aplicação das penalidades, mas sim pelo encaminhamento das notificações. As sanções, de fato, partem do Estado, por meio do Departamento de Recursos Hídricos, órgão que regulamenta a exploração da água subterrânea. Kovaski frisou ainda que, em áreas abastecidas pela rede pública, não é permitido manter poço artesiano destinado ao consumo humano.
Definição ficará para audiência pública
Considerando a complexidade do tema e o impacto direto sobre centenas de famílias, o vereador Paulo Silveira anunciou que será marcada uma audiência pública para aprofundar as discussões. O encontro deve reunir representantes da Corsan, autoridades estaduais e comunidade em busca de esclarecimentos e possíveis alternativas para quem depende dos poços artesianos. A expectativa é que o espaço sirva para orientar moradores sobre a regularização e abrir diálogo sobre futuras soluções para o abastecimento de água em Campo Bom.
Esclarecimentos
Neste ano de 2025, moradores que tem poços artesianos na cidade começaram a receber notificações da Corsan, com valores altos; cidadãos que já tem poços há mais de 30 anos. O tempo foi curto e pretendemos marcar uma audiência pública para entender melhor essas questões”.
Paulo Silveira (MDB), vereador de Campo BomA Corsan é detentora da obrigação de fazer vistorias onde existem possíveis poços irregulares. Dentro disso, o estado é quem aplica as penalidades, é necessário ter outorga, que é uma autorização obrigatória. Vale ressaltar que onde há rede pública de água tratada, não é possível ter poço”.
Cíntia Kovaski, Relações Institucionais da Corsan


















































