Região – Desde abril, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) e os municípios do Rio Grande do Sul somam esforços para vacinar a população contra a gripe (influenza). O principal objetivo é imunizar o público-alvo, composto por mais de 5,3 milhões de pessoas, no entanto, em algumas regiões do estado, a baixa procura pela vacina preocupa autoridades, como é o caso de cidades dos vales do Sinos e Paranhana.
Dentro do público-alvo, estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos. Segundo o Ministério da Saúde, estas pessoas têm maior risco de agravamento ou de maior exposição. A meta é vacinar pelo menos 90% de cada um destes três públicos, mas os números estão bem longe disso, por isso a preocupação e engajamento dos municípios dos vales do Sinos e Paranhana em promover ações que incentivem as pessoas em buscar os postos de saúde, por exemplo.
No Vale do Sinos, entre as cidades de abrangência do Grupo Repercussão, a que mais avançou na vacinação foi Campo Bom, que até a última sexta-feira (20) havia vacinado 46,74% do público-alvo, de um total de 16.093 munícipes. Já no Paranhana, o município com o maior índice de vacinação contra a gripe é Igrejinha, com 54,20% do público-alvo imunizado, de um total de 8.515 pessoas.
Estratégia de prevenção
A influenza é uma infecção respiratória viral aguda que afeta o sistema respiratório. Os casos podem variar de quadros leves a graves e podem levar ao óbito.
A Secretaria Estadual da Saúde ressalta que a vacinação “é considerada a melhor estratégia de prevenção contra a influenza e possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos”.
A vacina atual, produzida no Brasil pelo instituto Butantan, protege contra os tipos de vírus influenza A (de dois subtipos H1N1 e H3N2) e influenza B.
Municípios avaliam índices
Secretária da Saúde de Sapiranga, Janete Hess destaca a mobilização para ampliar a vacinação, principalmente entre os grupos prioritários. “Os índices estão abaixo do esperado, o que é preocupante para o controle das síndromes gripais. Estendemos o horário da sala de vacinas na UBS São Luiz até as 21h e estudamos ações junto a empresas que possuem número expressivo de funcionários, para conscientização conjunta”.
Luana Schnorr, secretária da Saúde de Campo Bom, reforça que a vacina é uma das principais medidas de prevenção contra a gripe. “Ajuda a proteger não apenas o indivíduo, mas também a comunidade, reduzindo a transmissão da doença”, diz, destacando ações para ampliar a imunização. “Intensificamos as buscas ativas, principalmente dos grupos prioritários, para aumentar a cobertura e diminuir maiores riscos durante o inverno”.
De acordo com o secretário da Saúde de Igrejinha, Vinício Wallauer, a vacinação está abaixo do esperado. “Temos feito campanhas para sensibilizar a população sobre a vacinação”, diz ele, pedindo para que os munícipes façam a vacina. “É importante que as pessoas estejam vacinadas, pois está comprovado que isso diminui o agravamento de doenças respiratórias e, com isso, o número de internações em hospitais, que já estão lotados”.
Coordenadora das Imunizações em Taquara, Andressa Martins destaca que, apesar da disponibilização da vacina em todas as unidades de saúde, tem-se observado diminuição na procura. Diante disso, a Administração adotou outras ações, visando reverter a situação. “Temos utilizado a estratégia de vacinação nas empresas, mercados, ações itinerantes e disponibilidade de vacinação da gripe em todas as unidades”, reforça Andressa.
Vacina liberada
Desde o dia 15 de maio, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) liberou a vacina da gripe para a população em geral, desde que acima dos seis meses de idade, oportunizando que todos os munícipes tenham acesso à imunização, que se demonstra tão importante para a saúde pública.
Apesar da flexibilidade, a recomendação do estado e dos municípios, porém, segue para que as pessoas dos grupos prioritários façam a dose.
Para realizar a vacinação, é preciso apresentar documento com foto, caderneta de vacinação e, quando aplicável, laudo médico comprobatório de condições crônicas. Lembrando que a vacinação é gratuita. Horários e locais de vacinação podem ser conferidos nas redes sociais das prefeituras.















































