Sapiranga – No Dia das Mães, celebramos o amor incondicional e a dedicação que as mães têm por seus filhos. O Jornal Repercussão conheceu a história de Suely Klein,74 anos, uma mãe que dedicou sua vida a lutar pelos direitos e pelo bem-estar de sua filha Suzana.
Casada com Erjony Klein, 77 anos, Suely conta que Suzana nasceu em 23 de abril de 1976, após um parto complicado. “Fui atendida no hospital, mas os médicos não realizaram a cesariana necessária devido à falta de anestesista, o que resultou em danos irreversíveis para a saúde da minha filha”. Essa negligência médica teve consequências graves e permanentes para a saúde e o desenvolvimento de Suzana. Hoje, ela tem 49 anos e continua a ser uma fonte de inspiração para sua mãe e para todos que a conhecem.
Embora enfrente desafios diários, Suzana é uma pessoa alegre e determinada que adora passear, bordar e tirar fotos para rede social. Suely é um exemplo de mãe, que orgulha-se em sempre buscar o melhor para a filha. “Eu sou feliz em ser a mãe dela, essa é a verdade”, diz Suely.
Suely se tornou uma defensora dos direitos das pessoas com deficiência e trabalhou incansavelmente para melhorar a qualidade de vida de sua filha e de outras crianças e adultos com necessidades especiais em sua cidade.
Com conhecimento e experiência adquiridos na luta pela saúde da filha, Suely chegou à Apae de Sapiranga trazendo o que sabia ser necessário para atender às necessidades das crianças com deficiência e, com o apoio da comunidade, conseguiu implantar um modelo de atendimento que fez a diferença. “Foi um trabalho intenso, mas eu consegui formar uma equipe que realmente sabia trabalhar com eles, ao ponto de que hoje, ainda, a maioria das mães diz que sente saudade do meu tempo; isso é muito compensador. Até hoje, se eu chego na Apae, aquelas crianças que para mim vão ser eternas (e) que hoje estão com 40 anos ou mais, vêm correndo me abraçar; isso é algo que não tem preço”, afirma.
Com amor, dedicação e perseverança, Suely construiu um legado que continua a inspirar e transformar a vida de muitas pessoas em Sapiranga.
Por Samanta Siqueira





















































