Sapiranga – A emancipação de Nova Hartz e Araricá marcou um momento significativo na história regional, refletindo o desejo de autonomia e desenvolvimento local. Antes distritos de Sapiranga, as localidades se tornaram municípios independentes em períodos relativamente recentes. Nova Hartz conquistou sua emancipação em 1987, por meio da Lei nº 8.429. Já Araricá seguiu o mesmo caminho em 1995, por meio da Lei nº 10.463. O contexto de emancipação foi distinto para cada localidade.
Nos anos 80, Nova Hartz experimentava um crescimento econômico impulsionado pela indústria calçadista. O desenvolvimento econômico acelerado gerou demandas locais por infraestrutura e serviços que, segundo a população, não eram adequadamente atendidos por Sapiranga.
Araricá, por sua vez, alcançou a emancipação em um contexto diferente, quase uma década depois, também motivada pela busca de maior independência e melhoria na gestão de recursos locais.
Um município em expansão
A história de Nova Hartz está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento econômico impulsionado pela indústria calçadista na década de 1980. Conhecida anteriormente como Picada Hartz, a localidade se destacou como um polo econômico em expansão, abrigando empresas como Calçados Sandra e Via Marte, esta última reconhecida nacional e internacionalmente.
A crescente atividade industrial atraiu diversas pessoas e contribuiu para o crescimento populacional, consolidando a região como um importante centro econômico. No entanto, apesar de sua relevância produtiva, Nova Hartz enfrentava desafios significativos em relação à infraestrutura e aos serviços públicos. A percepção de que Sapiranga não atendia às necessidades locais contribuiu para a emancipação do município no dia 2 de dezembro de 1987. Hoje, Nova Hartz preserva sua identidade histórica enquanto busca constante desenvolvimento econômico e social.
Autonomia consolidada
A emancipação de Araricá ocorreu em 28 de dezembro de 1995, após um processo marcado pela mobilização comunitária e pela realização de um plebiscito autorizado pela Lei nº 10.463. A busca por autonomia foi impulsionada por demandas locais por melhores serviços e infraestrutura, além do desejo de gestão administrativa própria. Hoje, o município mantém sua trajetória de crescimento e desenvolvimento independente, preservando sua identidade cultural.
Por Luís Felipe Feller Werf



















































