Sapiranga – São quase R$ 550 mil investidos, em média, por mês aos resíduos domésticos em Sapiranga. Esse aporte da prefeitura é capaz de entregar o aproveitamento de 6% das toneladas de lixo coletadas, número que coloca a cidade dentro da média regional, mas que também apresenta margem pra evolução.
De segunda a sábado, a coleta acontece em diferentes pontos da cidade, de acordo com um cronograma disponível do Portal do Município. Essa atividade é dividida por dias, entre a captação do lixo seco e do orgânico, e a atenção da comunidade neste aspecto já tem influência direta para o aproveitamento do que é ou não reciclado. A média diária aponta que 44 toneladas são recolhidas, sendo que destas, 2,5 são recicladas.
O recolhimento destes materiais é feito por uma equipe terceirizada, que encaminha tudo para a Central de Triagem e Compostagem de Resíduos Sólidos, a Cetrisa. Lá, a Cooperativa Recicooper é responsável pelo processo de triagem, onde parte dos materiais é captado para o reaproveitamento e o restante encaminhado para a Companhia Riogrande de Valorização de Resíduos, o chamado CRVR, que fica em São Leopoldo.
Pelo acúmulo de lixo diariamente coletado, e por conta do índice de aproveitamento dos resíduos, é necessário que dois caminhões por dia desloquem da Cetrisa até o CRVR. Todas estas etapas, sendo: o pagamento mensal à empresa terceirizada que coleta o material nas residências; o repasse por mês à cooperativa que, além do trabalho de resíduos, possui colaboradores no programa ReciclaSapi, que recolhe resíduos em lixeiras públicas espalhadas pela cidade; os valores calculados via tonelada, para a empresa que transporta o lixo ao CRVR; e o cálculo por toneladas na própria Companhia, alcançaram a soma de R$ 539 mil no mês de setembro.
Licitação e obras
Peça importante no trabalho da reciclagem, o trabalho desempenhado pela Recicooper e seus cooperados já resultou na coleta de 98 toneladas de lixo neste ano. Este número pode evoluir nos próximos meses.
O executivo trabalha em um projeto, em fase licitatória, para construção de um novo prédio na Cetrisa, instalação de uma nova esteira no local e melhoria dos equipamentos. Com essa mudança efetivada, se espera a melhoria nos índices de aproveitamento dos resíduos.
Outro projeto, este já em fase de obras, é a instalação de um Ecoponto. O endereço da estrutura é no bairro Sete de Setembro, e o novo espaço será mais uma opção para a comunidade deixar seus resíduos e também alguns volumosos.
Por Bruno Morais


















































