País – O mercado brasileiro está sempre em atualização, subindo e descendo índices conforme alguns fatores economicamente influentes para tanto. Neste meio, uma medida tomada no dia 18/09 exigiu uma adaptação de bancos, instituições financeiras e investidores: o aumento da Taxa Selic.
Na oportunidade em questão, o Banco Central (BC), através de seu Comitê de Política Monteária (Copom), elevou a taxa para 10,75%. Este é o primeiro aumento da Selic desde que o presidente Lula iniciou seu terceiro mandato, no dia 1º de janeiro de 2023.
Mas o que é a Selic? Sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, esta taxa pode ser definida como a responsável por servir de “base” para outros juros do país, como taxas de empréstimos e aplicações financeiras. A Selic é a principal ferramenta do BC para o controle da inflação.
Na prática, a Taxa Selic é um “recurso” nacional para controlar a inflação, que nada mais é do que o aumento dos preços de bens e serviços. São vários cenários e fatores influenciados, mas, por exemplo, quando a inflação está alta, a Selic sobe para “contê-la”, pois com preços altos, o consumo tem um recesso. Com a Selic alta, a inflação pode, gradativamente, baixar outra vez. E então, o processo se inverte: a Selic baixa, o mercado se “molda” à ela, e, aos poucos, a inflação passa a subir, recomeçando o ciclo.
Meses de mudanças
A expectativa do mercado é de que a taxa siga subindo até atingir 11,50% ao ano em janeiro de 2025. A partir de julho do ano que vem, se espera uma queda nos índices da Selic, que pode alcançar 10,50%, sendo 0,25% menor do que a taxa atualmente.
Para entender as oportunidades que surgem, conversamos com agências bancárias da região, que manifestaram sua posição em relação as taxas e as possibilidades de seus clientes frente a isso.
Orientações:
Anderson Bastos, gerente Cresol Sapiranga. “Aos investidores, o aumento da taxa Selic é favorável para aqueles que possuem investimentos atrelados à taxa pós-fixada. Hoje, para saber se um investimento é melhor que outro, leva-se em conta o percentual recebido mensalmente que é sobre o CDI. Por exemplo: 90% do CDI, 100% do CDI, 108% do CDI. Algo importante para quem deseja fazer um investimento é determinar o período que poderia deixar o valor aplicado, pois quanto maior a carência da aplicação, melhor a sua remuneração”.
Vagner Bianchini, superintendente regional Sicoob. “Com o aumento da Selic, produtos de renda fixa e títulos públicos indexados ao CDI ou à Selic, tendem a oferecer retornos mais elevados. Isso pode ser uma excelente oportunidade para quem busca proteger o capital e obter ganhos acima da inflação. No Sicoob, oferecemos suporte personalizado, com a ajuda dos consultores financeiros da cooperativa, pode ajudar os associados a tomar decisões mais informadas. Temos um amplo portfólio de investimentos, abrangendo diferentes produtos adequados para todos os perfis de investidores”.
Por Bruno Morais


















































