Sapiranga – Os agentes de endemias e agentes comunitários da Secretaria de Saúde de Sapiranga realizam no começo deste mês mais um Levantamento Rápido de Índice para o Aedes aegypti (LirAa). A medida é a visita no maior número possível de prédios da cidade para verificação de focos de mosquitos transmissores de doenças.
O trabalho é realizado pelas equipes, que se organizam e duplas, em cada quarteirão. O sistema escolhe alguns endereços e os agentes visitam o local. Caso não consigam acesso, ou mesmo o endereço está desatualizado, uma nova casa substitui aquele ponto, a fim de fechar uma meta de visitas a cada quarteirão, dependendo do tamanho do mesmo.
O LirAa acontece quatro vezes por ano e, em Sapiranga, está sendo realizado desde o dia 3 e deve ir até a sexta-feira, dia 11, se o clima colaborar. Para identificar se há o acúmulo de água, o tempo não pode estar chuvoso.
No entanto, o acompanhamento por parte das equipes de agentes de endemias permanece o ano inteiro, acompanhando denúncias ou monitorando as chamadas ‘áreas de risco’ como cemitérios ou proximidade de córregos em toda a área urbana do município.
Equipe estará identificada
A supervisora de campo da vigilância em saúde de Sapiranga, Caroline Mello dos Santos, reforça a importância de os cidadãos receberem os agentes quando eles solicitam acesso ao pátio. “A nossa visita é de verificação, vamos olhar o pátio, coletar amostras e até dar alguma dica, quando for necessário. Preenchemos a ficha de visita, que é importante para o controle, mas é tudo simples e rápido”, comenta. Uma das dificuldades das equipes são aqueles moradores que não recebem a visita. “Todos estamos identificados com uniforme e crachá, sabemos que alguns ficam receosos, mas é um trabalho importante de levantamento e é para o bem de todos no município”, ressalta.
Análise de material
No caso de alguma das equipes identificar uma larva de mosquito, a amostra é enviada para análise. “Quando é encontrada alguma larva, o material é coletado e enviado para o laboratório para identificação da espécie: aedes aegypti, aedes albopictus ou outra, como pernilongo comum”, explica Caroline.
As medidas das equipes possuem três frentes. Pode ser o controle mecânico, que é virar o recipiente suspeito, retirar água ou solicitar que o morador o faça; o controle biológico utilizando o larvicida natural caso possua criadouro, mesmo antes de identificar espécie; e o controle químico com inseticida, que é a medida mais extrema quando é identificado um caso suspeito ou confirmado de doença.
Orientação dos órgãos de saúde pública
Outros municípios da região também realizam o LirAa, em cronogramas específicos.
O Levantamento Rápido de Índice para o Aedes aegypti (LirAa) é uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus.
A ação é preconizada pelo Ministério da Saúde e organizada pela Secretaria de Saúde ou controle de endemias de cada município. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) têm estimulado a adoção de tais métodos na realização de levantamentos entomoepidemiológicos.




















































