por Henrique Ternus Lamb
Campo Bom – A prefeitura de Campo Bom anunciou que o serviço Telemedicina Campo Bom, um atendimento médico remoto, sem que o paciente precise sair de casa, estará disponível sem custos para toda a população, através de um telefone 0800 a partir do dia 1º de julho. O serviço foi anunciado pelo prefeito, Luciano Orsi, no dia 10 de junho, como uma das medidas para impedir a disseminação da Covid-19 em Campo Bom, após um aumento repentino no número de casos. O objetivo do Telemedicina é evitar que os moradores da cidade se desloquem até as Unidades Básicas de Saúde (UBS) quando necessitarem algum tipo de atendimento. Além disso, a expectativa da prefeitura é impedir uma maior ocupação dos leitos do Hospital Lauro Reus, que atualmente estão com 60% das suas unidades em uso.
O paciente que ligar para o 0800 deverá informar nome completo, CPF, data de nascimento e número do Cartão Nacional de Saúde (CNS). Após a identificação, a pessoa deverá descrever os sintomas, para que o atendente possa fazer o encaminhamento ao protocolo correspondente. A população também poderá usar o Telemedicina para tirar dúvidas e receber orientações. Caso haja necessidade de um atendimento mais aprofundado, o paciente pode ser encaminhado para uma videoconsulta com um clínico geral do Hospital Lauro Reus ou então, caso não tenha acesso à internet, será orientado a procurar atendimento presencial. Para a secretária municipal de Saúde, Suzana Ambros Pereira, o serviço é importante neste momento da pandemia devido às dúvidas a respeito da circulação na cidade. “Vai servir para diminuir o fluxo de pessoas nas Unidades de Saúde e poderemos dar ao paciente o encaminhamento adequado nas situações de risco. É uma posição inovadora do Município e esperamos que a população atenda a esse serviço com muita responsabilidade”, afirmou a secretária.
A previsão é que o Telemedicina Campo Bom permaneça em operação durante toda a extensão da pandemia, com um prazo máximo de seis meses. O recurso para contratação do serviço é proveniente da Portaria 488/2020, do Ministério da Saúde. Mensalmente, a Secretaria Municipal da Saúde vai desembolsar mais de R$ 54 mil para manter a prestação do serviço. Segundo a prefeitura, a empresa contratada para realizar os atendimentos possui sistema de criptografia para proteger os dados do paciente, para que seja preservado o sigilo do atendimento.
















































